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10 álbuns LGBTQIAPN+ para escutar no mês do Orgulho

Conheça músicas de cantores que fazem parte do movimento LGBTQIAPN+

Em junho, se comemora o mês do Orgulho LGBTQIAPN+, um movimento importante que celebra a força da comunidade, conscientização, luta pelos direitos e sua arte. Como pessoas, procuramos algo de apoio para nossa personalidade. Todos nós nos identificamos com artistas e suas obras, nos encontramos em cantores que trazem seu manifesto em forma de música. Com isso, a equipe da Agência UVA separou 10 álbuns de artistas que representam a comunidade e trazem em suas obras letras de reconhecimento e orgulho. Confira:

Destin Conrad – “Love on Digital”

Capa do disco “Love on Digital” (Foto: Reprodução/Spotify)

O cantor norte-americano usa de suas músicas uma forma de expressar as vivências de um homem gay e negro, contando sobre liberdade sexual, relacionamentos homoafetivos, desilusões amorosas com homens não assumidos e experiências em festas. Na faixa de abertura do disco, “Kissing in Public”, Destin pede para que seu parceiro não tenha medo de beijá-lo em frente a outras pessoas. O álbum de estreia do cantor mistura R&B e Soul, e conta com participações de Kehlani e Lil Nas X, artistas também LGBTQIAPN+. Escute “Love on Digital” aqui.

Jaloo – “MAU”

Capa do disco “MAU” (Foto: Reprodução/Spotify)

A cantora de pop nascida no Pará aborda em seu terceiro álbum de estúdio que finaliza uma trilogia de projetos. “MAU” fala sobre a morte, no sentido literal e figurado, sendo um álbum extremamente íntimo. As músicas intercalam entre pop, eletrônico intenso e ritmos brasileiros, e contam histórias como o cansaço de encontrar amor, prazer, liberdade feminina e vivências de transgeneridade. Escute “MAU” aqui.

Chappel Roan – “The Rise and Fall of a Midwest Princess”

Capa do disco “The Rise and Fall of a Midwest Princess” (Foto: Reprodução/Spotify)

A vencedora da categoria “Artista Revelação” do Grammy 2025 descreve suas vivências em 14 músicas no seu álbum de estreia. No topo das paradas do ano passado, a cantora e compositora lésbica relata suas experiências em relacionamentos problemáticos e sonhos de uma pessoa queer no interior. Em “Pink Pony Club”, Roan declara sua vontade de largar sua cidade natal para vivenciar o bar gay imaginário Pink Pony Club. O álbum também conta com hits como “HOT TO GO!” e “Casual”. Escute “The Rise and Fall of a Midwest Princess” aqui.

Troye Sivan – “Somenthing to Give Each Other”

Capa do disco “Somenthing to Give Each Other” (Foto: Reprodução/Spotify)

Após o hiatus de três anos, o terceiro álbum de estúdio do cantor australiano lhe trouxe de volta ao topo das paradas em 2023. O projeto que mistura club-pop e synthpop, conta com 10 faixas que variam da experiência de dançar com alguém numa festa ou relações com homens que nunca ficaram com outros homens antes. Com produções de A. G. Cook, o álbum foi indicado duas vezes ao Grammy e marca uma nova identidade para a carreira do cantor. Escute “Somenthing to Give Each Other” aqui.

Steve Lacy – “Gemini Rights

Capa do disco “Gemini Rights” (Foto: Reprodução/Spotify)

“Gemini Rights” é o terceiro álbum de estúdio do cantor californiano em sua caminhada solo. Com mistura de pop e R&B, o sucessor de “The Lo-fis” conta com o hit “Bad Habits”, canção indicada a duas categorias no Grammy de 2023, e outras nove faixas que contam sobre raiva, tristeza, confusões, felicidade e medo. Além disso, o cantor aborda sua bissexualidade e experiências individuais com relacionamentos. Steve conta que a maior lição que teve com a criação do projeto foi entender como ele quer amar incondicionalmente após o fim da produção. Escute “Gemini Rights” aqui.

Lorde – “Man Of The Year

Capa do single “Man Of The Year” (Foto: Reprodução/Deezer)

Após anos fora dos palcos, Lorde volta com o segundo single do seu álbum intitulado “Virgin”. Em “Man Of The Year”, Lorde aborda pela primeira vez sua relação com seu corpo e como se enxerga na sociedade atualmente. Nas redes sociais, o single foi anunciado com a frase enigmática “I DIDN’T THINK HE’D APPEAR”, onde visivelmente representa sua nova descoberta e a apresentação da sua identidade para o mundo. Com um produtor diferente, o quarto álbum de estúdio está previsto para o dia 27 de junho e contará com 11 faixas pop. “Beira o nojento”, disse em uma entrevista à Rolling Stones. Escute “Man Of The Year” aqui.

Irmãs de Pau – “Gambiarra Chic, Pt. 2”

Capa do disco “Gambiarra Chic, Pt. 2” (Foto: Reprodução/Twitter)

Na continuação do projeto “Gambiarra Chic”, as cantoras brasileiras misturam referências do funk ao dancehall, abrangendo o som para o pop alternativo, rap e sons experimentais. As letras das 10 faixas falam sobre a vida agitada das travestis, expressando o desejo, o prazer e o tesão. Contando com feats. como EBONY e Duquesa, o projeto também fala sobre a liberdade individual. “Poder sobre os próprios corpos, apoio à família, alimentação adequada e colocar o cabelo que gostamos”, afirma a cantora Isma, integrante da dupla. Escute “”Gambiarra Chic, Pt. 2” aqui.

Urias – ‘HER MIND”

Capa do disco “Her Mind – Blossom Edition” (Foto: Reprodução/Spotify)

O segundo álbum de estúdio de Urias, e primeiro poliglota da cantora, contém 16 faixas autorais em quatro idiomas diferentes. O projeto passeia pelo funk, hyperpop, house, electropop e pop alternativo, e atingiu o top #1 no iTunes. Urias usa um artigo sobre o estudo do cérebro que liga identidade de gênero com elementos biológicos, onde mostra que cérebros de pessoas trans possuem as mesmas características de um cérebro de pessoas cisgêneras. “Blossom”, a única música inteira em português do álbum, fala sobre florescer por onde for, mesmo que pareça impossível. Escute “Her Mind” aqui.

Clairo – “Immunity”

Capa do disco “Immunity” (Foto: Reprodução/Spotify)

O álbum de debut da cantora Clairo aborda sua intimidade sobre seu amadurecimento, a descoberta de uma doença e sua bissexualidade. O nome do disco está ligado ao nome de uma doença autoimune que afeta a mobilidade física e ao fato de ser imune a coisas que nos enfraquecem ou nos deixam tristes. Passeando pelo pop e pelo indie rock, nas 11 composições são abordados seus sentimentos de descoberta como uma mulher bissexual e como ela se enxerga a partir disso na sociedade. Em “Sofia”, terceiro single do álbum, a cantora conta sobre o período de autoconhecimento da sua sexualidade e paixão por mulheres. “No fim das contas, é algo de que eu me orgulho muito e sou muito feliz – que posso olhar o mundo assim, que posso achar mulheres atraentes”, disse a compositora sobre a faixa em uma entrevista. Escute “Immunity” aqui.

Pabllo Vittar – “After

Capa do disco “AFTER” (Foto: Reprodução/Twitter)

O álbum de remixes do original “Noitada”, de 2023, “AFTER” é um álbum feito e pensado para festas. Com 10 faixas, todas remixadas com convidados novos, o disco apresenta a era DJ da cantora e uma abordagem diferente em sua discografia. Pedro Sampaio, Mc Carol, O Kannalha, Frimes, e as já citadas Irmãs de Pau, fazem parte das novas versões das músicas. A mistura de electropop e techno dá uma nova cara para o álbum, e são tocadas até hoje nas noites badaladas. Escute “After” aqui.

A arte da música tem o poder de identificação com as letras e os sentimentos colocados em cada produção, nos dando a oportunidade de aproximação dos artistas com vivências que às vezes achamos ser individuais mas podem ser coletivas.

Foto de Capa: Risca Faca

Reportagem de Gabriel Goulart com edição de texto de Vinicius Corrêa

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3 comentários em “10 álbuns LGBTQIAPN+ para escutar no mês do Orgulho

  1. Avatar de Daniel Oliveira
    Daniel Oliveira

    Matéria perfeita, indo escutar todos!!!!!

  2. Avatar de André

    Amei a matéria e as indicações! Tão ansioso para o novo álbum da Lorde

  3. Pingback: Conheça 10 artistas trans que mudaram a história da música | Agência UVA

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