A escritora norte-americana Lynn Painter, fenômeno do romance jovem contemporâneo e autora do best-seller “Melhor do que nos filmes”, marcou presença neste último sábado (14), segundo dia da Bienal do Livro Rio 2025. Lynn mobilizou centenas de leitores, e sua participação já desponta como uma das mais marcantes desta edição, lotando o principal palco do evento. O público vibrou com sua entrada e com suas respostas durante o painel. O bate-papo foi mediado pelas criadoras de conteúdo Ana Jú e Júlia Garcia, além da escritora mineira Olívia Pilar.
Durante o painel, a autora também respondeu a perguntas da Agência UVA. Ela falou sobre seu novo livro, “Sorte no Amor”, e comentou as diferenças entre escrever para o público adulto e para os leitores mais jovens que a acompanham.
“Eu realmente não faço diferença. Quando me sento para escrever, tenho minhas ideias para a história, como esses dois personagens que vão ajudar um ao outro a encontrar o amor. E eu não penso muito se estou escrevendo para adolescentes ou adultos. Eu simplesmente escrevo uma comédia romântica, é assim que eu faço”, respondeu Lynn.
Questionada sobre como a música influencia seu processo criativo, como em “Melhor do que nos filmes”, que conta com uma playlist oficial, a autora comentou se as letras das canções impactam de alguma forma sua escrita.
“Quando estou escrevendo os rascunhos, estou sempre ouvindo música, e essas músicas acabam influenciando o processo, se tornando, na minha cabeça, a trilha sonora da história. Quando volto ao livro agora e releio, penso: essa música está tocando quando o Wes está deitado no carro da Lizzie. Para mim, isso acabou se tornando algo muito literal”, afirmou a autora.
No bate-papo, Lynn ainda respondeu perguntas das mediadoras e de outros fãs presentes. No final do ano passado, chegou ao Brasil a continuação da história de Wes e Liz, “Não é como nos filmes”. A autora revelou que não é muito fã de continuações, mas, após a insistência de seu editor, refletiu sobre o que poderia acontecer com os personagens, e assim surgiu a nova história. Sobre dar continuidade a outros casais, ela disse preferir não interferir no final feliz deles, mas não descartou completamente a possibilidade.
Sobre o que acontece após o fim das histórias, as criadoras de conteúdo propuseram que a autora participasse de uma trend que circula nas redes sociais, na qual os leitores especulam quais casais literários podem ter terminado depois da última página. Lynn disse acreditar que, em seus livros, todos os casais permanecem juntos mesmo depois do final.

Ao falar sobre seu processo de escrita, Lynn contou que prefere escrever narrativas com dois pontos de vista e que, depois que começou a escrever dessa forma, não quis mais parar. Ela também comentou sobre a criação de seus personagens masculinos, revelando que todos nascem de sua imaginação, mas que costuma se inspirar em figuras da cultura pop para compor algumas características. Um exemplo citado por ela foi Jess Mariano, da série “Gilmore Girls”.
Uma pergunta do público que causou agitação foi sobre a possibilidade dela escrever uma história ambientada no Brasil. “Sim! Quer dizer, não tenho um em andamento, mas toda vez que venho aqui, penso: isso seria incrível. Então, sim, está aqui agora”, respondeu, apontando para a cabeça, o que arrancou mais risos e aplausos do público.

Para o futuro, Lynn não revelou muitos detalhes sobre novos projetos, mas adiantou que em breve seu livro “Fake Shaking”, título original dos Estados Unidos, será lançado no Brasil. A trama gira em torno de dois amigos de infância que, ao se reencontrarem anos depois, são levados a fingir um namoro. A convivência acaba despertando sentimentos antigos e revelando o que os afastou no passado.
Esta foi a terceira vez que Lynn Painter veio ao Brasil e sua segunda participação na Bienal do Livro Rio. A autora destacou o entusiasmo dos fãs e afirmou que não existem leitores como os brasileiros, sempre muito animados. Era visível o quanto estava feliz e grata pelo carinho que recebeu. Para encerrar, atendeu centenas de leitores na sessão de autógrafos, fechando sua participação com chave de ouro.
Foto de capa: Divulgação/Bienal do Livro
Reportagem de Nathalia Bittencourt, com edição de texto de João Gabriel Lopes
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