Junto do fim de ano, há sempre o espaço para retrospectivas. Seja os momentos mais marcantes que vivemos e compartilhamos nas redes sociais, como os principais fatos anuais relembrados no jornalismo. No final de 2024, a equipe de repórteres e editores da Agência UVA pensou em um jeito de diferente para relembrar este ano que já está encerrando. Os membros da equipe relembraram as suas músicas e lançamentos musicais prediletos de 2024 e comentaram um pouco sobre suas escolhas, englobando diversos gêneros, do pop ao indie, da MPB ao hip hop.
Vinicius Corrêa, repórter
“Life Is” – Jessica Pratt
“A Jessica Pratt é uma cantora folk que está em minha vida desde 2019, com seu álbum “Quiet Signs”. Ela lançou esse ano “Here In the Pitch”, um dos melhores do ano, e que acrescenta muito à sua sonoridade empoeirada e atemporal. “Life Is” marcou muito meu 2024 por sua batida gélida e, ao mesmo tempo, pop e psicodélica. A música é como passear num parque em um dia de outono em que cada folha caída no chão reflete uma memória, criando-se nostalgia”.
Daniela Oliveira, editora-chefe da Agência UVA
“Ata-me” – Alaíde Costa
““Ata-me” é de autoria do pernambucano Junio Barreto, que também a gravou, mas essa interpretação lindíssima de Alaíde Costa, uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, me fisgou demais. A letra é pérola-poesia e o tom de Alaíde é denso, forte, falando de um amor que rasga. “Chega, derrama e incendeia / Rouba-me o gole e a água / Crava, certeira, carece, serena, rara, engana / Da minha sanha alastra / Rasga, fraqueja, me morda / Jura-me, molha a carne / Move, me leva, mas ata-me”, diz a letra. É uma bela sugestão para quem está amando e também para quem pesquisa música brasileira”.
João Agner, editor de cultura
“Oh Gemini”, ROLE MODEL
“Refinada e minimalista mas sem deixar de ser emocionante, “Oh Gemini” encapsula belamente a proximidade do fim de relacionamento. Em cena, um casal incapaz de sustentar o que ainda liga as duas partes, por mais que desejem (“Eu não falo muito, então você não pode evitar se questionar se ainda estou apaixonado”). Por fim, o porta-voz se mostra preocupado com o esquecimento — seria a insignificância o que, no fim, todos tememos? — e suplica pela lembrança. Lembre do meu rosto, lembre do vinho barato, lembre dos dias que você era meu, lembre do meu nome”.
Natali Marcos, repórter
“true story” – Ariana Grande
“Esse ano não consegui ter uma música específica favorita, então critério usado por mim será pra fugir um pouco do óbvio e pedir justiça por “eternal sunshine”, que foi aclamado pela crítica e esnobado pelo Grammy. Esta foi a canção que mais ouvi do álbum, acho a letra autêntica e a batida de R&B deu personalidade para a composição”.
Wilson Maia, repórter
“Melhor Que Ontem”, Yago Oproprio
“Já conhecia o Yago mas em 2024 comecei a escutar mais músicas dele. O álbum “Oproprio” é ótimo, e “Melhor Que Ontem” foi a que mais gostei. É uma música muito boa de ouvir, tem um ritmo bem tranquilo e consegue passar uma mensagem legal. Acho a letra muito bonita”.
Mateus Aguiar, repórter
“Two Faced” – Linkin Park
“Duas versões. Come to XERO (primeiro nome do grupo). Recomeçar.
Adrenalina, insanidade, elegância, e… calma. Voltar umas casas, pegar impulso e voar novamente. De novo, de novo e de novo. Alcançar o céu de novo, agora de uma nova maneira. Duas versões, um objetivo: O topo”.
Jorge Barbosa, editor de cidade
“VELUDO MARROM” – Liniker
“Em resumo, para mim, 2024 no Brasil foi dominado musicalmente pela Liniker. Com um dos melhores discos do ano, sinto que a cantora elevou o nível dos lançamentos, entrando na disputa até por Grammy Latino. Dentre as músicas que poderia destacar, escolho “VELUDO MARROM”, que é simplesmente uma obra prima. Com um início intimista e íntimo, a Liniker já prende a atenção de quem a escuta e, com o decorrer da melodia, a canção torna-se quase um hino triunfal com um coral de vozes que chega a arrepiar. Sem dúvidas é um marco na música brasileira nos últimos anos”.
Pedro Turteltaub, repórter
“Espresso” – Sabrina Carpenter
“Com certeza é um dos maiores hits do ano. Um pop chiclete, aquele tipo de música que não sai da cabeça. Em vários momentos de estresse, escutava essa música para me acalmar e sempre funcionava, terminava de ouvir com um sorriso no rosto”.
Cássia Verly, repórter
“Fresh Out the Slammer” – Taylor Swift
“Foi uma música que assim que saiu eu logo me conectei com ela. A letra e a produção são ótimas e amo a vibe que ela me dá. Desde abril, ela sempre aparece no meu top 1 do Spotify e tenho certeza que vai estar no topo da minha retrospectiva. Não me canso nunca e não tenho previsão de ficar cansada dela também”.
Julia França, repórter
“CAJU” – Liniker
“De um dia para o outro, só se falava em “CAJU”. Nos bares e nas rodas de samba, a voz potente da Liniker abalou os românticos e descompassou até mesmo os mais descrentes no amor. O álbum inteiro (que também se chama “CAJU”) é muito bom, porém o carro-chefe – e abre-alas – permanece sendo a melancólica e suave “CAJU””.
Rodrigo Téo, repórter
“EMOÇÕES” – Filipe Ret
“Apesar do lançamento ter sido recente, essa música me trouxe muita reflexão sobre a vida e o que vivi em 2024. Como é um cantor que acompanho já a muito tempo, sempre fico ligado em suas músicas novas, pois me fazem bem”.
Raphael Lopes, repórter
“The Emptiness Machine” – Linkin Park
“Esse música simboliza o renascimento do Linkin Park e sua volta triunfal aos palcos e ao mundo da música. Após anos sem o seu antigo vocalista Chester Bennington, muitos achavam que alí seria o fim da banda, mas felizmente, anos depois, a essência desse rock foi restaurado com a nova vocalista Emily Armstrong, que veio mostrando ser a peça que faltava pra essa nova fase do Linkin Park. E é por isso que considero a música “The Emptiness Machine”, do álbum “From Zero”, a música do ano”.
Raul Cézar, repórter
“Timeless” – The Weeknd & Playboi Carti
“É a música do The Weeknd lançada nesse ano que mais hitou, ela está no hype do novo álbum “Hurry Up Tomorrow” e a presença do Carti encaixa como uma luva, não canso de ouvir, de novo e de novo”.
Luísa Lucas, repórter
“Who’s Afraid of Little Old Me?” – Taylor Swift
“Essa foi com certeza uma das melhores músicas do novo álbum da Taylor. “Who’s Afraid of Little Old Me?” é uma música icônica que te faz querer gritar quando está irritado com algo. É aquela música pra você se esgoelar cantando com todas as suas forças”.
Foto de capa: Pexels
Reportagem de Vinicius Corrêa, com edição de texto de João Agner
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