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Dia da série: repórteres e editores da Agência UVA elegem suas produções favoritas

Todo mundo tem sua série favorita

No dia 20 de junho, é celebrado o dia da série. A data foi criada pela Universal TV em 2020, por ser o dia que coincidiu com o solstício de inverno no hemisfério Sul, a noite mais longa do ano, que concediria ao telespectador mais horas para maratonar sua série favorita.

Em comemoração à data, a equipe de repórteres e editores da Agência UVA se reuniu para compartilhar suas séries favorita, em uma lista inédita. Confira as escolhas:

Daniela Oliveira, editora-chefe da Agência UVA

“This is Us” (NBC, 2016-2022)

A história emocionante da família Person conquistou o público por seis temporadas. ( Foto: Divulgação/NBC)

“Eu considero essa a série mais potente e emocionante dos últimos tempos. As discussões de temas sérios como racismo, gordofobia, entre outros, é feita de uma forma muito tocante, também falando sobre famílias que são formadas de outras formas além do tradicional nascimento. Toda a construção da história, passando por diferentes linhas do tempo é extremamente bem feita e cativante.”

A série está disponível nos serviços de streaming Star+ e Prime Video.

João Agner, editor de cultura

“Fleabag” (BBC One, 2016-2019)

Originalmente, a série era um monólogo de teatro em 2013, encenado pela própria Phoebe Waller-Bridge. (Foto: Divulgação/BBC one)

“Acho que o que tanto me tornou um obcecado por “Fleabag” foi como a mente brilhante de Phoebe Waller-Bridge (criadora, roteirista e estrela da série) foi capaz de combinar drama e comédia tão perfeitamente que não apenas é bem balanceado pelos episódios mas também reflete muito de nossas realidades e perspectivas. Fleabag não é a personagem perfeita, mas nos solidarizamos vendo o quão críveis são suas vivências. A verdade sobre sua amizade com Boo nos deixa angustiados e não com raiva, e seu relacionamento com o Padre apenas a humaniza cada vez mais. “Fleabag” expõe uma personagem feminina complexa, radiante e muitas vezes autodestrutiva na casa dos 30 que pode ser vista por muitos como uma figura de anti-herói quando, na verdade, é apenas humana.”

A série se encontra disponível no Prime Video.

Pedro Turteltaub, repórter de cultura

“Riverdale” (CW, 2017-2023)

A série é inspirada nos quadrinhos da Archie comics, muito populares nos Estados Unidos. ( Foto: Divulgação/Warnner Bros. TV)

“Eu tinha 15 anos quando dei play no primeiro episódio. Os personagens carismáticos e as tramas das duas primeiras temporadas ganharam o meu coração. Mesmo que série tenha se perdido a partir da terceira temporada, eu segui acompanhando fielmente até o final. Foi uma das primeiras séries que acompanhei ao vivo na televisão, em uma época em que esse hábito estava se perdendo com o avanço do streaming. Ano passado, o último episódio me fez chorar; a sensação foi de que eu tinha perdido meus amigos.”

A série está disponível na Netflix.

João Gabriel Lopes, repórter de esportes

“How I Met Your Mother” (CBS, 2005-2014)

A série ficou nove anos no ar. (Foto: Divulgação/CBS)

“Minha série preferida de todos os tempos, a única que me fez chorar com o final (apesar que eu ainda preferia o final alternativo). Já a assisti tantas vezes, em tantas fases da minha vida, já me identifiquei com Ted, com Barney, com Marshall é mais difícil… enfim, essa série tem um espaço enorme no meu coração desde 2015, quando a conheci.”

A série se encontra disponível no Star+.

Mateus Matias, repórter de esportes

“Atypical” (Netflix, 2017-2021)

A simplicidade da série conquistou o público. (Foto: Divulgação/Netflix)

“A série é sobre um jovem que sofre do espectro autista, e a construção são as superações dele em meio as dificuldades sociais dos autistas.

Se me faltava empatia com autistas, a série me ensinou a sofrer com a luta deles. O que eu chorei nessa série é coisa de louco. Descobri um lado em mim que nem sabia que existia.”

A série está disponível na Netflix.

Gustavo Pinheiro, editor de esporte

“The Office” (NBC, 2005-2013)

A sitcom é inspirada em uma série britânica de mesmo nome. (Foto: Divulgação/NBC)

“A comédia é uma bela forma de arte. Mesmo existindo desde a Grécia Antiga, ela é desprestigiada por críticos, diretores e academias de cinema. Porém, é necessário muito esforço, talento e dedicação para conseguir fazer comédia numa sociedade cada vez mais ansiosa e angustiada. A partir disso, não tinha como deixar de escolher a aclamada versão norte-americana da série The Office. Afinal de contas, o impacto cultural que ela tem não é a toa.

Mesmo inspirada na produção britânica com o mesmo nome. Mas, conseguiu um feito raro que foi ter superado com muita distância a versão original. Com um humor revolucionário baseado em situações constrangedoras além de um elenco formidável e muito bem entrosado, a produção ainda trás como protagonista um dos personagens mais incríveis da história: Michael Scott, o ser mais inconveniente e amável que já pôde ser filmado pelas câmeras. Também é importante citar a trilha sonora de abertura da série que é tão cativante ao ponto de nunca ter me dado a vontade de pular mesmo com as plataformas de streaming oferendo a opção.

Muitas pessoas deixam de acompanhar essa obra-prima nos primeiros episódios, mas a grande maioria que continua a vê-la se torna fã, assim como foi o meu caso. Dito isso, assistam e aproveitem (that’s what she said).”

A série está disponível na Netflix, Prime Video e Max.

Cássia Verly, repórter de moda

Stranger Things (Netflix, 2016-presente)

Essa é considerada uma das séries de maior sucesso da Netflix. (Foto: Divulgação/Netflix)

“A série teve seu lançamento em 2016, e falaram tanto dela na época que me senti na “obrigação” de ver. Foi um caso de amor à primeira vista. Eu já vi muitas séries, muito mais de 40, mas essa sempre vai ter um espaço guardado no meu coração. É muito bom ter crescido com ela, acompanhar os atores pequenininhos nas primeiras temporadas e ver agora fotos dos bastidores da próxima, enquanto rezo para que lance logo.

Agora, eu compartilho esse amor pela série com a minha mãe, que também vibra junto comigo. Por se passar nos anos 80, é muito divertido ver enquanto ela reconhece algumas das músicas que tocam, ou vê um figurino e fala que ela usava roupas iguais durante sua infância e adolescência.

Mesmo sendo uma obra que em 90% do tempo você se encontra preocupada com o que vai acontecer com os personagens, eu ainda consigo encontrar um certo conforto nela. É muito lindo “estar” nesse lugar que você tem amigos que dariam a vida por você, que lutam contra o mal do mundo e da sua mente com você, e mesmo nesses momentos difíceis, vocês ainda conseguem dar risadas e se divertirem. E é isso que faz essa série ser a minha favorita da vida.”

A série está disponível na Netflix.

Gabriel Ribeiro, editor de política

“Heartstopper” (Netflix, 2022-presente)

A série conta o romance entre os adolescentes Nick e Charlie. (Foto: Divulgação/Netflix)

“A produção é muito mais que uma série, é sobre a possibilidade de sonhar. Para muitos, a história é só mais um clichê adolescente, com problemas fúteis. Mas quando pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ realmente tiveram suas vidas representadas a ponto disso se tornar clichê?

“Heartstopper” é feito por pessoas LGBTI+ para pessoas LGBTI+, é sobre os nossos conflitos, as nossa vivências e os nossos sentimentos. Uma série cheia de representatividade onde personagens que sempre foram colocados as margens das histórias ganham protagonismo. Amo a série porque gostaria de ter crescido tendo esse tipo de referência, e fico feliz em saber que uma nova geração vai amadurecer com noções positivas em relação a sua sexualidade e identidade de gênero. “Heartstopper” é sobre a potência de sermos nós mesmos.”

A série está disponível na Netflix.

Nathalia Bittencourt, repórter de cultura

“Teen Wolf” (MTV, 2011-2017)

A série é baseada em um filme dos anos 80 de mesmo nome. (Foto: Divulgação/MTV)

“É muito difícil escolher apenas uma série, pois são dezenas de pilotos assistidos. Muitas delas me acompanharam em momentos diferentes, além que escolher uma parece que estou traindo todas as outras. Dito isso, peço desculpas para todas por escolher “Teen Wolf”. Certamente essa é uma série que marcou minha adolescência, por causa dela conheci pessoas, fui para porta de hotel ver os atores e pude viver o sentimento de ser fã de algo. Então, ela sempre vai ter um lugar especial, mesmo que hoje não sei o que acharia. Tenho até medo de “reassistir” e destruir essas boas memórias. Mas série são momentos e esse foi muito legal que vou lembrar com todo o carinho.”

A série está disponível no Paramount+.

Juliana Ramos, repórter de saúde

“2521” (TVN, 2022)

Os doramas tem se popularizado muito nos últimos tempos. (Foto: Divulgação/TVN)

“Como série favorita, não tem como eu não escolher esse k-drama. Ele foi muito importante para mim em 2022, enquanto eu acompanhava os episódios saírem a cada semana. Esse dorama te faz rir muito, mas chorar muito também. Com ele, vi a importância de seguir seus sonhos, a boa sensação de amizades verdadeiras e, com certeza, de um amor verdadeiro. Por outro lado, ele aborda também a dura realidade da vida adulta e que nem sempre o que achamos que teremos para sempre será nosso. Então, eu indico muito “2521” para quem gosta de sentir borboletas no estômago, mas sabe que a vida pode ser uma grande luta.”

A série está disponível na Netflix.

Matheus Melo, repórter

“Sherlock” (BBC One, 2010-2017)

A série é uma adaptação do personagem Sherlock Holmes. (Foto: Divulgação/BBC One)

“A série prende o espectador em uma fantasia do detetive mais famoso do mundo. Eu acho incrível como cada episódio retrata tão bem cada conto de Sherlock Holmes. Pra assistir, tem que degustar muito bem cada episódio.”

A série está disponível na Prime Video.

Mariana Motta, estagiária da Agência UVA

“Gilmore Girls” (The WB, 2000-2007)

A relação de mãe e filha é um dos pontos centrais da série. ( Foto: divulgação/ Warnner Bros.)

“É uma série de conforto, proporcionando uma fuga da realidade e do estresse do dia a dia. A série é simplesmente o amor por uma cidade pequena, e acredito que é por isso que gosto tanto. Aborda desde a relação central, mãe e filha, das personagens Lorelai e Rory, até a amizade de duas vizinhas fofoqueiras. São relações e situações corriqueiras vista de forma leve e divertida. Sem contar que a presença marcante do café, dos livros e do frio ao longo da trama também trazem uma sensação acolhedora.”

A série está disponível na Netflix.

Foto de capa: Pexels

Reportagem de Pedro Turteltaub, com edição de texto de João Agner

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