Comportamento Comunicação

Secom 2023: “Falar é prazeroso, não um sofrimento”, diz especialista em oratória

O fonoaudiólogo explicou a importância da oratória para a comunicação

A oratória, segundo o dicionário, consiste na arte de falar bem, entretanto, mais que falar bem é saber falar em público. Na tarde da segunda-feira (29), a Semana da Comunicação (Secom) convidou o fonoaudiólogo Stefano Guida (sócio da Oratória Rogéria Guida) para abordar esse assunto fundamental para o sucesso profissional. O encontro aconteceu de forma online, pela plataforma Teams, e também em uma sala virtual, no Metaverso, desenvolvida pela empresa Live Planet.

Na palestra “Em épocas dos Avatares, falar bem para quê?”, o professor de oratória trouxe seu ponto de vista sobre a prática da eloquência e sobre a metodologia desenvolvida por Rogéria Guida, “Reconhecimento do Sujeito Unidade em Movimento”.

“A comunicação está presente em todos os momentos e situações de nossas vidas”, Stefano Guida. (Foto: Reprodução)

Segundo Stefano, todos que querem falar bem com qualquer pessoa, primeiro precisam falar bem consigo e entender os próprios sentimentos, dizendo que “aquele que domina a comunicação tem tudo”. O professor de oratória também explica que expressões repressivas ouvidas durante a infância podem representar o motivo de adultos não reconhecerem o que torna a boa comunicação, refém de inseguranças e medos.

Na sociedade, Stefano conta que existem dois medos mais populares: o de morrer e o de falar em público, e que em certos momentos algumas pessoas preferem não estar em uma posição de destaque por receio das percepções alheias. “Falar é prazeroso, falar não é um sofrimento”, afirma o fonoaudiólogo.

“O ar é o combustível da voz, para falar bem é necessário respirar bem”, diz Stefano.

O ser humano necessita do ar por motivos vitais, mas também para regular o seu modo de falar, e a metodologia de oratória criada pela fonoaudióloga Rogéria Guido tem como um dos seus pilares a respiração. Além dessa técnica, são desenvolvidas outras como a impostação da voz, a dicção, o ritmo, a postura, e assim, o indivíduo compreende um pouco mais de si mesmo a fim de se relacionar com outras pessoas.

O professor de oratória também comentou que mais da metade dos efeitos da comunicação são produzidos pela forma, ou seja, pela expressão corporal, gestual, facial e até mesmo pela postura. Além disso, se uma pessoa entender como ela se comporta, assim, em situações de esquecimento, é mais simples saber como agir. “O que é o “branco”? É esquecer o que já sabemos”, diz Stefano.

Stefano Guida e a equipe responsável pela mediação da palestra. (Foto: Reprodução)

Ao final da palestra, Stefano tirou dúvidas e explicou que ser assertivo não é o mesmo que soar arrogante, depende da forma que as pessoas se comportam, seja com expressões corporais ou até mesmo no tom de voz que pode ser usado. Na época dos Avatares, independente de evoluções na tecnologia, falar bem é fundamental para a comunicação social.

Foto de capa: Unsplash

Reportagem de Letícia Machado, com revisão de texto de João Agner.

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