Esporte

Mulheres na narração esportiva

Mulheres deixam o preconceito de lado, estão mais empoderadas no esporte e nem assim descem do salto

Elas deixam o preconceito de lado, estão cada vez mais empoderadas no esporte e nem assim descem do salto

A prática esportiva nunca se restringiu a homens ou mulheres, mas o protagonismo sempre foi masculino e, durante muito tempo, mulher e esporte não caminharam juntos. Mas esse cenário está mudando. Além de muitas mulheres serem atletas, outras são narradoras e comentaristas esportivas na televisão.

A jornalista da Fox Sports, Dani Boaventura, é um exemplo dessa mudança. Ela, que sonhava com a profissão, mas nunca tinha se imaginado na editoria dos esportes, garante: “O esporte me levou por insistência”.

Eu sempre quis ser jornalista, mas meu objetivo era ser correspondente em zona de conflito. Por todos os lugares onde passei sempre me ofereceram vaga no esporte. Até que em 2013, como estavam chegando copa e Olimpíada no Brasil, eu aceitei”.

Jornalista Dani Boaventura apresentando programa da Fox Sports
(Foto: Reprodução/Rede social)

Sabe-se que muitas mulheres enfrentam dificuldades por escolherem trabalhar em um mercado majoritariamente masculino.  Dani Boaventura, comenta sobre o preconceito: “Isso é fácil resumir: no jornalismo esportivo, se um homem erra, ele se enganou. Se uma mulher erra, ela é burra e deveria ir lavar uma louça”, desabafa. Ela ainda ressalta a importância da atuação feminina no jornalismo esportivo:

Hoje me sinto feliz por abrir caminho para a igualdade. A estrada ainda é longa e nós, mulheres, precisamos administrar a velocidade dos nossos anseios com a velocidade que o preconceito demora pra sumir”.

 Primeira narradora do Campeonato Paulista Masculino, também participou do programa Narra Quem Sabe da Fox Sports, Natália Lara, conta que trabalhar na área esportiva era um sonho desde a infância. Agora, é realidade. .

Jornalista esportiva Natália Lara narrando partida de futebol pela rádio Arena Esportes.
(Foto: Arquivo pessoal)

Eu sempre fui muito ligada com esportes desde pequena, mas nunca tinha pensado em trabalhar nessa área. Eu estudava muito cinema, TV e atuação e, por isso, fui fazer uma faculdade de Rádio e TV”, conta Natália.

Disposta a investir na área, ela fez um curso de locução e se apaixonou pela narração esportiva. Hoje em dia, Natália se sente honrada por ser pioneira no âmbito esportivo e por poder ser uma referência feminina para outras mulheres que também gostam de esportes. “No começo, eu praticamente não tinha referências de mulheres, por conta dessa predominância de homens. E, agora, pensar que eu posso ser referência para as próximas gerações de mulheres que vierem pra narração esportiva, me deixa muito honrada”, comenta.

Não há dúvidas de que a presença feminina no mundo dos esportes é cada vez mais forte. Outra jornalista que se tornou uma referência no meio é a mineira Isabelly Morais: a primeira mulher a narrar uma copa do Mundo na TV.

Jornalista Isabelly Morais na emissora Fox Sports, onde atuou como a primeira mulher a narrar uma Copa do Mundo na TV
(Foto: Reprodução/Facebook)

Quando a gente trabalha com o jornalismo esportivo, sendo mulher, a gente levanta muitas bandeiras. A gente integra muitas lutas quando tem uma posição de destaque, quando quebramos barreiras muito impostas para a gente. Ficamos felizes e orgulhosas por inspirar outras mulheres. Ser mulher no jornalismo é mesmo militar por uma causa”, relata Isabelly Morais.

A jornalista e apresentadora da Fox Sports, Vanessa Riche, é outra inspiração. Ela, que já narrou Olimpíada e Pan-Americano, agora lidera o Narra Quem Sabe, um programa de narração feminina nos canais Fox Sports. “Treinei narradoras e comentaristas que pela primeira vez na história da TV Brasileira narraram e comentaram jogos de Copa do Mundo”, conta.

Jornalista e apresentadora do programa Narra quem sabe, Vanessa Riche
(Foto: Reprodução/Facebook)

As mulheres, definitivamente, estão na narração esportiva. Isso é motivo de orgulho para Vanessa, que faz parte do time feminino que vem ganhando lugar de destaque em um contexto dominado pelos homens.

É libertador. Estamos conquistando o nosso espaço com competência. Demorou mais tempo do que gostaríamos, mas hoje ocupamos espaços no campo, jogando e na arbitragem; na narração; nos comentários; nas reportagens e nas mesas redondas. A mulher é mais detalhista. Olha por outro prisma”, declara a jornalista Vanessa Riche.


Priscilla Romana – 7° período

1 comentário em “Mulheres na narração esportiva

  1. Pingback: Ana Thaís Matos é a primeira mulher nos comentários do Brasileirão | Agência UVA

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