PSOE ganha eleições na Espanha, mas precisará de alianças no governo

Socialistas venceram a disputa, mas não conquistaram a maioria necessária de assentos no Parlamento para garantir a governabilidade

Neste domingo (28), o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) venceu as eleições gerais após 11 anos sem conseguir votos suficientes para chegar ao poder. O PSOE se aliará ao Unidas Podemos, totalizando 165 deputados, porém não alcançam os 176 necessários para assegurar a maioria no governo. Sendo assim, a coalizão da esquerda necessitará do apoio de alguns partidos menores. O partido do primeiro-ministro Pedro Sánchez terá que fazer alianças para que consiga governar.

Além disso, as eleições gerais espanholas também tiveram a entrada do partido ultradireitista Vox no Congresso dos Deputados, com 24 assentos. Segundo o El País, após as eleições, a Espanha deixou de ser o único grande pais europeu sem a presença de um forte partido de direita no Parlamento ainda que esteja mais afastado do poder. Eles apresentam um discurso anti-imigratório e consideram discriminatórias as leis de igualdade de gênero.

Ao contrário do que constava em algumas pesquisas que alegavam uma intensa onda conservadora, eles serão o quinto partido e terão pouca capacidade de influência. Porém, é a primeira vez desde o fim do franquismo que a direita mais radical e nacionalista vai ter uma bancada no Parlamento espanhol.

Capturar.PNG

O primeiro-ministro Pedro Sánchez comemora a vitória nas urnas Foto: Reprodução/ Twitter

Os resultados demonstraram uma fragmentação da direita em três. Assim, o PSOE se tornou o único partido com condições de formar uma maioria e governar. Na batalha ideológica que marcou as eleições, a esquerda venceu com contundência pois o PSOE e Unidas Podemos somaram 18 assentos a mais que PP, Cidadãos e Vox. Os partidos regionais serão decisivos para balancear essa questão, como já aconteceu em eleições anteriores em que o quadro político espanhol estava fragmentado.

Um ponto importante a se destacar também foi o alto comparecimento às urnas. Cerca de 76% da população votou, o que representou quase nove pontos percentuais a mais do que em 2016. O eleitorado foi o maior desde 1996 – desde então houveram seis pleitos. Ainda segundo o El País, de acordo com analistas, a esquerda é beneficiada com altas taxas de participação devido ao fato que o eleitor progressista é menos assíduo nas urnas. Então, se mais eleitores compareceram, é provável que eram esquerdistas.

Ana Carolina Aguiar – 6° período

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s