Reforma da Previdência não tem apoio da maioria da população

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (10) expõe a opinião de cerca de 2.086 brasileiros sobre o assunto

Um processo que vem sido discutido abertamente pelo governo Bolsonaro, a Reforma da Previdência, pode não ser uma das ações mais esperadas pelo povo brasileiro. Ao menos é isso que mostra a pesquisa criada pelo Datafolha, divulgada pela Folha de SP nesta quarta-feira (10). Resultados apresentam que 51% da população é contra as mudanças.

Foram ouvidos um total de 2.086 brasileiros entre 130 municípios. O público foi restrito a pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 2 e 3 de Abril, em todo o Brasil. Ao todo, 41% da população se mostrou favorável a reforma, 7% não se decidiram e 2% se posicionaram como indiferentes.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, debate a reforma da Previdência (PEC 6/19).

Um dado importante demonstrado pela pesquisa é que o apoio a Reforma é numericamente expressivo entre pessoas que recebem mais de dez salários mínimos, o equivalente a RS 998 reais em 2019. A reforma conta com o apoio de cerca de 50% dos entrevistados que se encaixam neste perfil.

Entre os jovens universitários, possivelmente o público que mais será atingido com as mudanças feitas pelo Governo, a rejeição a proposta chega a 54%. Gabriella Barros tem 22 anos e faz Arquivologia na UFF, e sua opinião sobre a reforma se junta a da maioria.

 “Eu acredito que a mudança só será favorável para poucos, não ajudará o pobre”.

Já Fernanda Moraes, 22 anos e estudante de Engenharia de Alimentos da UFRRJ, busca entender os dois lados da proposta que está sendo apresentada “Tem o lado social, que pesa para o lado do brasileiro médio e pobre. Mas a situação só chegou a esse ponto devido a décadas de inadimplência, a previdência realmente tem um rombo, que o governo poderia recorrer a outra ferramenta para cobrir.”

Para Luana Costa, 28, a reforma da previdência é uma ofensa aos direitos, tanto dos trabalhadores quanto dos jovens que ainda não ingressaram no mercado de trabalho “A defesa da contenção de gastos não faz sentido, já que o rombo da previdência só aumenta ano após ano. Parece mais uma medida para cobrir os anos de má administração da verba pública, punindo o trabalhador, tentando convence-lo de que seus direitos são privilégios”, disse a jovem que já passa pela sua segunda graduação.

A Reforma da previdência, apesar de ser uma das propostas mais urgentes do Governo Bolsonaro, é também uma pasta polêmica e ainda aguarda a aprovação da Câmara dos Deputados para seguir com os seus processos de consolidação.


Arielle Curti – 7º Período

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