Jacinda Ardern, primeira-ministra do país, anunciou que mudança será proposta nos próximos dias
A primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern declarou nessa segunda-feira (18) que iniciará uma reforma sobre a lei de armas no país em um prazo de dez dias. A mudança foi motivada pelo atentado em duas mesquitas na cidade de Christchurch, que resultou em 50 mortes.

Em uma coletiva de imprensa, a primeira-ministra disse que a decisão é apoiada pelo Partido Verde, Primeiro Partido da Nova Zelândia e Partido Trabalhista da Nova Zelândia. Os três formam uma coalizão neozelandesa, de acordo com a Agência Brasil. Jacinda Ardern afirmou que seu gabinete está unido em relação à mudança e que muitos neozelandeses questionam sobre haver armas semiautomáticas disponíveis.
De acordo com o G1, o vice-primeiro-ministro Wintson Peters, líder do partido NZ First (o Primeiro Partido da Nova Zelândia), concorda com a decisão. Anteriormente, o partido havia se oposto à reforma mas, após o massacre da última sexta-feira (15), Peters afirma que como o mundo mudou, as leis também devem ser alteradas.

Em julho de 2018, havia 246.952 licenças de armas ativas na Nova Zelândia, segundo o G1. Entretanto, com uma licença, um cidadão poderia comprar a quantidade de armas que quisesse. Assim, as autoridades afirmam não saber ao certo quantas armas legais existem no país, pois a maioria são precisa ser registrada. A estimativa da polícia em 2016 era de que 1,2 milhão de armas legais estavam em posse de civis – o equivalente a uma arma para cada quatro pessoas no país.
Natália Pires – 8º Período

Texto perfeitamente detalhado!