Lei do Canudinho começa a multar estabelecimentos no Rio

Todos os anos, oito milhões de toneladas de lixo plástico vão parar nos oceanos. Os canudos já representam cerca de 4% desse total. Feito de polipropileno e poliestireno, o material não é biodegradável e contribui para o consumo de petróleo, uma fonte não renovável. Os canudos podem levar até mil anos para se decompor no meio ambiente e, devido a sua leveza, conseguem chegar facilmente aos oceanos. Estima-se que 90% das espécies marinhas tenham ingerido produtos de plástico em algum momento.

No dia 5 de julho, o Rio de Janeiro tornou-se a primeira cidade brasileira a banir o uso dos canudos após o prefeito Marcelo Crivella sancionar o Projeto de Lei nº 1691, que proíbe a distribuição dos produtos em estabelecimentos como bares, restaurantes, lanchonetes e quiosques. As multas começaram a ser aplicadas no dia 19 de setembro e, segundo a regulamentação, os comerciantes têm 60 dias para se adequar às novas regras e passar a oferecer apenas canudos de papel. Os valores variam dependendo do tamanho do estabelecimento, indo de R$ 651 até R$ 1.600 e, em caso de reincidência, de R$ 3 mil a R$ 6 mil.

O biólogo Renan Ferreira acredita que, apesar de a proibição dos canudinhos plásticos parecer algo simples, poderá fazer grande diferença para o meio ambiente. “O fim da produção dos canudos vai mitigar problemas ambientais causados pela poluição gerada por produtos descartáveis, que em sua maioria são despejados de forma incorreta e acabam indo parar na cadeia alimentar de alguns animais, os levando à morte”. De acordo com a ONU, o lixo prejudica mais de 600 espécies marinhas, 15% delas estão em risco de extinção.

 

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Canudos feitos de papel são a exigência da prefeitura do Rio para substituir os de plástico Foto: Creative Commons


Para a estudante de publicidade Radja Teixeira, apenas a medida não é suficiente para conter a poluição causada pelo ser humano. “É uma iniciativa interessante proibir os canudinhos nos estabelecimentos, mas e o resto dos produtos que são feitos do mesmo material? Talvez se aplicassem a reciclagem o impacto no meio ambiente seria bem menor”.

Nos Estados Unidos, estima-se que os americanos usem 500 milhões de canudos por dia. Bares e restaurantes passaram a servir bebidas sem canudo ou, quando ele é extremamente necessário, utilizam-se os feitos de papel. O canudo de vidro também pode ser uma alternativa para quem não abre mão do produto. Ele não absorve gosto ou cheiro, por isso não causa alteração no sabor da bebida e, além de ser muito fácil de limpar, também pode ser reciclado.

Outra opção são os canudos metálicos feitos de inox, aço cirúrgico ou alumínio, que podem ser adquiridos em conjunto com limpadores internos. Não são tóxicos e há diversos modelos e tamanhos. Algumas marcas já começaram a produzir canudos reutilizáveis e que não degradam o ambiente. Os kits com objetos sustentáveis custam entre R$17 e R$ 149 reais.


Larissa Mendes – 8º período

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