Crítica: Jogos Mortais

imagesTradicional franquia do gênero terror, “Jogos Mortais” foi iniciada em 2005 pelo então desconhecido cineasta James Wan e trouxe um clima de suspense eficiente e imersivo, mas há muito sofre de desgaste. As sequências introduziram o gênero porn torture com mais intensidade, priorizando cenas de desmembramento e tortura. Porém, essa decisão, bem-vista inicialmente pelo público, acarretou em uma série de reciclagens criativas na saga e pouco da inovação inicial ainda é perceptível.

É visando uma renovação de conceitos que “Jogos Mortais: Jigsaw” se ambienta em um novo jogo criado pelo psicopata John Kramer (Tobin Bell) aonde um grupo de pessoas se vêem presas em um local similar a um abatedouro e cada uma precisa confessar seus pecados para que possam sobreviver às torturas de Kramer.

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Mesmo entendendo as limitações criativas a que a série se encontra atualmente, o estúdio parece decidido a repetir a fórmula bem-sucedida do primeiro filme. Há poucos cenários, o sentimento de urgência em resolver os puzzles, iluminação escura e o mistério acerca do passado dos personagens. O problema acontece quando o espectador não se choca mais com os puzzles, acaba se enjoando com a pouca variedade de locações e pouco se importa com os passado dos indivíduos, uma vez que com alguns flashbacks já se pode imaginar quais foram seus pecados.

O enredo, apesar de contar com uma reviravolta interessante, carece da originalidade que a franquia necessita reencontrar. A busca de emular o modelo do primeiro exemplar acaba causando um efeito de amarra sobre os roteiristas Josh Stolberg e Peter Goldfinger, limitando qualquer possibilidade de algo novo.

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Por fim, ” Jogos Mortais: Jigsaw” falha em renovar a franquia, apesar de ser um terror divertido. A busca incessante do estúdio em ressuscitar o passado deixa cada vez mais evidente que o futuro se compromete.


Gustavo Barreto 6º Período

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