Exposição mostra o cotidiano da Baixada Fluminense pela lente de artistas locais

Mostra fotográfica está em cartaz nas unidades do Sesc em São João de Meriti, Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

O Sesc do Rio realiza a exposição “Olhares da Baixada”, em que reúne obras de nove artistas com ligações afetivas, profissionais e pessoais com a Baixada Fluminense. Os fotógrafos Ratão Diniz, Igor Freitas, Mazé Mixo, Getúlio Ribeiro, Theo Guedes, Danilo Sergio, Fabio Caffé, Tayana Leoncio e Paula Eliane apontam suas lentes para a vida cotidiana, com referências às festas populares e religiosas, à paisagem arquitetônica e aos problemas sociais que afetam a região.

Sob a curadoria da fotógrafa e pesquisadora Simone Rodrigues, a exibição propõe uma reflexão sobre a identidade e a percepção dos artistas sobre a localidade e valoriza a importância crescente da produção local. As imagens retratam a diversidade possível de olhares sobre a vida dos moradores das cidades da baixada fluminense, além de estabelecer um diálogo artístico com as comunidades do entorno e contribuir para a afirmação das identidades culturais locais. A exposição fica em cartaz até dia 2 de dezembro na unidade de São João de Meriti e até 30 de dezembro nas unidades do Sesc em Duque de Caxias e Nova Iguaçu. A entrada é franca.

Foto de Ratão Diniz que faz parte da exposição do Sesc. Foto: Ratão Diniz / Divulgação

Foto de Ratão Diniz que faz parte da exposição do Sesc. Foto: Ratão Diniz / Divulgação

Conheça os artistas convidados:

Ratão Diniz é fotógrafo formado pela Escola de Fotógrafos Populares. Foi integrante da agência Imagens do Povo, fundada pelo fotodocumentarista João Roberto Ripper. Desde 2007, vem documentando o projeto Revelando os Brasis, realizado pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e Petrobras. Em paralelo, desenvolve documentação fotográfica sobre o cenário do graffiti que lhe rendeu, inclusive, uma exposição no Centro Cultural Correios, durante o FotoRio 2009, e sobre as favelas do Rio de Janeiro com o objetivo de mostrar essas áreas a partir da ótica do seu próprio morador, através olhar cúmplice, solidário e engajado.

Igor Freitas é fotógrafo documental sobre o cotidiano da Baixada Fluminense, desde 2012. Vencedor do Concurso Latino Americano de MobGraphia (Fotografia e edição através do celular) 2016, na categoria Documental/Fotojornalismo. Membro do Coletivo F.A.L.A (Fábrica de Apoio a Linguagem Artística) que promove eventos culturais e gratuitos em Duque de Caxias e Belford Roxo no estado do Rio de Janeiro. Músico, instrumentista e compositor dos projetos: Hero-Beat Jack; Igor Anti-Projeto; Rap Free-Jazz.

Mazé Mixo é autodidata. Começou a fotografar aos 18 anos capturando imagens de amigos e dos pregadores do seu quintal. Foi fundador e primeiro presidente do fotoclube FotoBaixada. Atua como fotojornalista e fez duas exposições individuais (“Aberturas” e “Xirê Orixá”) e participou de seis exposições coletivas. A última, “Axé e Arte – A Resistência na Diáspora Africana”, em dezembro de 2015, no Sesc São Gonçalo. Em janeiro de 2014, lançou seu primeiro trabalho audiovisual, o documentário “Hùndàngbènă – O Ninho da Serpente”, sobre uma roça de Candomblé Jeje-Mahi em Duque de Caxias. Atualmente, está em fase de finalização do segundo documentário, “Lugar de Parir”, o primeiro da série “Lugar”, que pretende retratar vários aspectos e estórias do viver na Baixada Fluminense.

Getúlio Ribeiro estudou cinema, especializou-se em documentário e montagem e, nesse período, descobriu a fotografia como fonte de expressão e emoção. Tendo o cinema como maior influência em sua visão fotográfica, seus ensaios têm uma subjetividade única e peculiar. Fundador do coletivo Porque Não Filmes, foi diretor, roteirista, diretor de fotografia e editor dos curtas “O Que Vai Ser?”(2009), “O Dia Que a Terra Não Acabou”(2013). Co-dirigiu e co-escreveu os curtas “Um Filme para Gerson” (2015) e “Dias e Dias”(2015). Foi arte educador nos projetos “Cine Celular” (Laboratório Cultural), “Dar Voz aos Jovens”(CEBRAP) e “Oficinas Tela Brasil” (Buriti Filmes). Recentemente recebeu, do Fórum Cultural da Baixada Fluminense, o prêmio especial pelo conjunto da obra.

Theo Guedes é formado em Design Gráfico, pós-graduando em Desenvolvimento de Jogos Digitais, fotógrafo amador e jogador/estudioso de videogames. Trabalha como designer há 16 anos, desenvolvendo projetos pessoais como o Cartógrafos #Meriti – fb.com/cartografosmeriti – no qual busca mostrar São João de Meriti sob uma perspectiva pouco explorada pelos moradores e fotógrafos.

Danilo Sergio é fotógrafo e despertou interesse pela fotografia no início dos anos 80. A partir de 2009, passa a trabalhar como freelancer para a Secretaria de Cultura de Nilópolis/RJ, especializando-se na área Cultural.

Fabio Caffé é fotógrafo formado pela Escola de Fotógrafos Populares em 2006. Graduado em Cinema pela UFF, atua no Programa Imagens do Povo desde 2007 e faz parte do Coletivo Multimídia Favela em Foco. Participou de exposições coletivas, tais como “Olhar Cúmplice”, na Caixa Cultural RJ, e “Esporte na favela”, no CCBB-RJ, em 2007 (ambas também exibidas no Palácio do Planalto, em 2008); Sonhos Velados, Casa de Cultura Laura Alvim – RJ, em 2009; Declaração dos Direitos Humanos, no Centro Cultural da Justiça Eleitoral – RJ, em 2009; Laberinto de Miradas 3 – Coletivos fotográficos Ibero – Americanos, na Galeria Olido – SP, em 2008; As Muitas Faces de Jorge, no Museu do Folclore – RJ, em 2010, além das individuais “Em Nossas Mãos”, na Galeria 535 e no Brazilian Corner, durante o Festival Fringe, em Edimburgo, na Escócia, em 2011. Recebeu os prêmios: Melhor contribuição para a Linguagem Cinematográfica (RECINE – Festival de Cinema de Arquivo 2010) e Vencedor ECOFOTO – UFRJ, em 2010;

Tayana Leoncio é fotógrafa, teóloga e fundadora da ONG Há Esperança, que tem como objetivo oferecer reforço escolar a crianças, jovens e adultos. Entre as atividades, está a organização de passeios para levar mães e filhos a locais que saem da rotina da região, como museus e parques. Também promove grupos de convívio com mulheres da periferia. Ganhou, em 2016, o 3º lugar na categoria práticas humanísticas do Prêmio Juíza Patrícia Acioli de Direitos Humanos, oferecido pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj). Com o prêmio, foi possível construir a sede da entidade, onde são acompanhadas 35 famílias em situação de vulnerabilidade social.

Paula Eliane é orientada pela emoção, utilizo a técnica para alcançar a beleza estética, mas sem perder a essência de cada momento, o que ela chama de fotografia da alma. Foi fotógrafa oficial da Companhia de Aruanda e a vivência da cultura afro-brasileira a fez desenvolver um trabalho de fotografia específico para o público negro, que resultou na exposição “Asé, um Caminho de Fé”.

Exposição “Olhares da Baixada'. Foto: Divulgação

Exposição “Olhares da Baixada’. Foto: Divulgação

Serviço:

Sesc São João de Meriti: Avenida Automóvel Clube 66, São João de Meriti.
Até 2 de dezembro de 2017.
Galeria. Grátis. Livre. Terça a sábado, de 9h às 18h.

Sesc Duque de Caxias: Rua General Argolo 47, Jardim 25 de agosto.
Até 30 de dezembro de 2017.
Grátis. Livre. | Terça a sábado, das 8h às 17h.

Sesc Nova Iguaçu: Rua Dom Adriano Hipólito 10, Moquetá.
Até 30 de dezembro de 2017.
Galeria. Grátis. Livre. Terça a sábado, de 9h às 18h.

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