Corredores não profissionais entram em forma ao redor do estádio
Academias de musculação tornaram-se referência para quem busca manter a saúde em dia. Mas uma nova tendência surge como alternativa aos que estão cansados de ficar enclausurado no ar condicionado ou correndo em uma esteira. Da zona norte à zona sul, os atletas amadores estão presentes por toda parte. Eles correm nos parques, praias e até mesmo em um dos principais cartões postais da cidade, o estádio do Maracanã, como é o caso de Diego Queiroz. Aos 39 anos, o engenheiro elétrico conta que encontrou a fórmula mágica para se exercitar: “Corro aqui há mais de um ano e encontrei uma maneira ideal de praticar uma atividade física. É bom porque podemos ver a paisagem, encontrar conhecidos, ver pessoas novas. Enfim, prefiro estar aqui do que em academias”.

Companheiro de Diego nas corridas, Marcio Vidal, 62 anos, define a experiência de correr ao ar livre como essencial para quem quer envelhecer com saúde. Bem humorado, Marcio conta que sempre praticou execícios em academias com a esposa e as filhas. Ele, porém, encontrou no Maracanã uma maior liberdade para o corpo. “Tentei em várias academias, mas foi no Maracanã onde me encontrei”, afirma.
A prática é defendida não apenas pelos atletas, como também por profissionais da saúde, como a fisioterapeuta Alexandra Diniz, que trabalha na área há mais de 30 anos. Ela explica que a prática ao ar livre é produtiva não apenas para o corpo, mas especialmente para a mente. E afirma que, quando estamos praticando atividades ao ar livre, a sensação de liberdade é maior, o que proporciona ao praticante uma melhor disposição ao exercício. “O corpo está se exercitando, mas é a mente responsável por comandar todas as ações”, diz a fisioterapeuta.

No entanto, a profissional alerta que apenas praticar o exercício por praticar não vale como uma atividade 100% saudável. A fisioterapeuta explica que de nada adianta a prática desta atividade, sem os devidos cuidados e precauções com a saúde: “A maioria dos meus alunos já tem uma certa idade. Tenho muitos que já estão acima dos 60 anos e a primeira coisa que exijo de todos é um atestado médico para que possamos desempenhar aqui na academia ou ao ar livre. Montamos grupos de corrida durante todos os meses e praticamos em diversos pontos turísticos da cidade. A primeira coisa que os alerto é sobre os cuidados com a saúde respiratória e cardíaca para evitarmos qualquer tipo de acidente durante os treinamentos”.

Alexandra, que é responsável por uma academia de pilates na zona oeste do Rio, conta que não é apenas o Maracanã que recebe os corredores amadores: “Eles estão por toda parte. A primeira parte foi extravasar as barreiras das academias. Agora, além dos calçadões e dos parques, as ruas tornaram-se as pistas para estes atletas. Eles formam grupos de corridas para participarem de maratonas e percorrem toda parte do bairro”.
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Zahyr Barbosa Lima Neto – 8º período.

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