A lenda de Rei Arthur sempre existiu na cultura pop. A história do líder saxônico percorre gerações e se mantém no imaginário do povo. Todavia, o que realmente é interessante é a figura do personagem principal, e não seus atos heroicos em si. É exatamente isso que o novo filme de Guy Ritchie tenta promover. “Rei Arthur: A Lenda da Espada” mergulha o protagonista em uma realidade fantasiosa e cheia de aventuras mágicas. Porém, peca no ritmo acelerado, dando uma roupagem de game ao longa.
Contextualizando, Arthur (Charlie Hunnam) é um homem que vive a margem da lei e controla as ruas de Londinium. Depois de se meter em problemas, ele acaba tendo o primeiro contato com a espada mágica Excalibur e descobre o seu verdadeiro destino. Entre altos e baixos, lutas e fugas, o personagem tem de lutar com fantasmas do passado, enquanto aprende a dominar a nova arma e treina para destruir o tirano Vortigen (Jude Law).
Até aí a sinopse parece bem normal, mas o que ela não revela é que esse mundo é tomado por magia, do bem e do mal. O filme tem altos e baixos, e o roteiro é o que mais incomoda. A velocidade imposta para contar os fatos iniciais é tanta que acaba deixando o espectador perdido no meio do frenesi. Os repetidos flashbacks também não agradam — são tantas, mas tantas cenas repetidas, que parece a história da morte dos pais do Batman, mas tudo resumido em um só longa.

No meio disso tudo, Guy Rithie vestiu a camisa e aceitou o ritmo acelerado do longa e entregou uma direção tão frenética quanto, com muitos cortes em cenas de lutas e excesso de efeitos especiais. Mas como já dito, existem flores no meio desse cemitério. A começar pela belíssima trilha sonora, que consegue imergir o espectador nos cenários de guerras medievais, ao mesmo tempo em que apresenta uma roupagem mais jovem e dinâmica, sem perder em nenhum momento o espirito épico.
Os atores também entregaram um bom trabalho. Com destaque para o personagem principal, Arthur, interpretado por Charlie Hunnam, e seus fiéis escudeiros Bedivere e Bill, vividos por Djimon Hounsou e Aidan Gillen — respectivamente. De modo geral, “Rei Arthur: A Lenda da Espada” não impressiona, mas entretém o público. Um ponto que pode ser levantado desse longa é a adaptação do jogo “The Witcher” para às telonas, que cairia muito bem nesse visual.
Iago Moreira- 7º Período

0 comentário em “Fantasiando o épico”