Diversão e redenção

268212.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxNão é fácil agradar todo o público cinematográfico, ainda mais quando o hype de um filme é muito alto. A expectativa exagerada – potencializada, ainda, por inúmeras propagandas enaltecendo uma franquia – pode atrapalhar a experiência do expectador na hora de assistir a um longa. Todavia, James Gunn, mesmo não agradando a gregos e troianos, consegue entregar uma bela obra em “Guardiões da Galaxia Vol. 2”, mesclando a alegria, típica dos filmes da Marvel, com plots supreendentes e melancólicos.

Contextualizando, depois de salvar a galáxia da ameaça do vilão Ronan, no primeiro longa da série, Peter Quill/Star Lord (Chris Pratt) e seus amigos são tidos como heróis da galáxia e contratados para fazer diversos trabalhos. Todavia, o lado “ladrão” do time de renegados acaba metendo o grupo em uma série de problemas. No meio do caminho, eles ainda têm de descobrir a verdade sobre os pais de Peter.

Essa trama meio clichê faz com que o roteiro seja o ponto mais fraco da obra. É verdade que blockbusters desse tamanho normalmente são mais “simples”, para atender a todo tipo de público, mas ainda sim a história não convence. Na verdade, as sub-tramas até agradam, se mostrando muito mais interessantes do que o plot principal. A relação de Gamorra (Zoe Saldana) e sua irmã Nebula (Karen Gillan), o envolvimento do brutamontes Drax (Dave Bautista) e a dócil Mantis (Pom Klementieff), e a semelhança emocional entre o Rocket Racoon (Bradley Cooper) e o Yondu (Michael Rooker) se fazem super interessantes.

Essa relação entre o Rocket e o Yondu foi a maior surpresa do longa. A organização de como os passados sofridos de cada um influenciaram nos perfis sádicos atuais foi muito bem construído. A busca pela redenção dos dois prova que não se deve julgar um livro pela cara. Um desses personagens, inclusive, protagoniza um dos momentos mais tristes da série. Fora o roteiro clichê, as atuações individuais estão boas. O eterno “Sly” (Sylvester Stallone) participou do filme como Stakar Ogord, líder do grupo de mercenários. Aliás, papel perfeito para a ator que se eternizou, dentre muitos papeis, dirigindo e interpretando Barney Ross na franquia “Mercenários”.

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Falando em acertos da obra, o filme apresenta uma dos melhores rejuvenescimentos faciais feitos por computação gráfica no cinema, superando as apresentadas em “Star Wars: Rogue One” e “Capitão América: Guerra Civil”. James Gunn também faz bem seu papel no comando do longa, deixando cenas marcantes na memória dos espectadores. O primeiro take do filme é um bom exemplo disso, no qual o diretor, ao invés de fazer só mais uma cena frenética de luta, apresentou um belo plano-sequência, que contou uma história paralela. Genialidade é a palavra.

Todavia, desta vez, a trilha sonora não é tão marcante. Com exceção da última canção, nenhuma música fica na memória do espectador, representando pouco para a história em si. Mas a computação gráfica e a maquiagem estão perfeitas, fortes concorrentes à estatueta do Oscar. Enfim, “Guardiões da Galáxia Vol.2” não é melhor que o primeiro, mas ainda é um filme muito bom e que vai agradar a crítica e o público.

Ps: sim, o filme realmente tem cinco cenas pós-crédito – uma delas introduzindo um personagem importantíssimo para o universo expandido da Marvel –, então só saia da sala quando as luzes ascenderem e a tela ficar preta.


Iago Moreira- 7º Período

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