Uma marca significativa

a cabanaDepois de sete anos de espera, o best-seller religioso de William P. Young, “A Cabana”, chega às telonas no dia 06 de abril. O filme aborda a questão reincidente da existência do mal através da história de Mackenzie Phillips (Sam Worthington), mais conhecido como Mack, personagem central da história, que é casado com Nan (Radha Mitchell), com quem tem cinco filhos. A família vive sob o peso da “Grande Tristeza”, na qual passam pela experiência de ter sua filha Missy (Amélie Eve), de seis anos, raptada durante um acampamento de fim de semana.

A menina nunca foi encontrada, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são achados em uma cabana perdida nas montanhas. Vivendo desde então sob a “A Grande Tristeza”, Mack, três anos e meio depois do ocorrido, recebe um misterioso bilhete, supostamente escrito por Deus, convidando-o para uma visita a essa mesma choupana. Ali, Mack terá um encontro inusitado com o Criador, de quem tentará obter a resposta para a inevitável pergunta: “Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar nosso sofrimento?”. O decorrer do enredo narra diálogos entre Mack, Deus (Octavia Spencer), chamado de Papai, Jesus (Aviv Alush) e Sarayu (Sumire), que seria a manifestação do Espírito Santo, as três pessoas da Trindade.

Diferente de alguns longas, o diretor de “A Cabana”, Stuart Hazeldine, consegue ser fiel e deixar o filme impactante do início ao fim, assim como o livro. Mesmo com a demora de dez anos para sair do papel, além de passar pelas mãos de três roteiristas – John Fusco (da série “Marco Polo”, da Netflix), Andrew Lanham (que estreia como roteirista) e Destin Cretton (diretor e roteiristas do “TemporárIo 12”) –, o filme continua oferecendo a mesma experiência espiritual definida pelo livro.

Os roteiristas proporcionam aos espectadores uma maneira diferente de ver a Santíssima Trindade, trazendo criatividade e coragem por meio da diversidade de etnias entre Papai, Jesus e Sarayu. A presença da latina Alice Braga, interpretando a Justiça, completamente distante esteticamente, como se fosse de outro filme, é emocionante.

Ao todo, o filme “A Cabana” faz parte de uma produção bastante segura e, ao mesmo tempo, seguindo linhas politicamente corretas, fazendo jus à categoria de religiosidade do longa. A estrutura com argumentos de “bom cinema”, como a atuação das atrizes Octavia Spencer e Alice Braga, além do convincente Stuart Hazeldine, com uma ótima direção de fotografia e arte, e roteiro forte que pode ser considerado um prato principal para o cinema. O longa cumpre e supre todas as expectativas dos fãs que aguardam há muito tempo para ver o livro, finalmente, tomando vida. Prometendo tocar o coração até dos mais céticos e conquistando cada vez mais aos “fiéis” do best-seller.


Brigida Brito

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