Gosto de clientes muda devido a operação Carne Fraca e causa alteração no cardápio dos restaurantes
Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento. Esse ditado popular sintetiza bem o atual cenário alimentício do país. O dia 31 de março, Dia Nacional da Saúde e Nutrição, trouxe um dos maiores escândalos do ramo de comidas de volta à tona, dessa vez para mostrar como que está o consumo nos comércios e restaurantes. Em meio ao embalo dos acontecimentos com a “operação carne fraca”, feita pela Polícia Federal, será que o consumidor deixará de optar por alimentos bovinos pela carne a partir de agora? Essa é a dúvida que assola os comerciantes.
Desde o dia 17 de março, a população mundial está em choque, e bem desconfiada, no que diz respeito às empresas de carne vermelhas mais populares do Brasil. Se o país tinha, nesses alimentos, o status de um dos setores que mais exportam produtos, atrás somente da soja e do minério de ferro, as carnes brasileiras – que em outrora conquistaram o mundo, tornando-se sinônimo de qualidade em mais de 150 países – trouxe uma crise após a Polícia Federal revelar um esquema de adulteração envolvendo pelo menos 21 frigoríficos.

Com a queda de compras nos supermercados, a carne branca passou a ser preferência entre os consumidores e, com isso, acabou afetando até mesmo os restaurantes. Os estabelecimentos cujo os pratos levam peixes, legumes e verduras, estão se tornando os novos preferidos dos clientes, que – em resposta aos escândalos – estão se afastando dos alimentos vindos do boi.
Com isso, outros restaurantes da zona norte que – antes – focavam no boi, estão investindo na produção de pratos de carne branca. No entanto a crise parece que não deu as caras no centro e na zona Sul carioca, em restaurantes tanto de Copacabana, quanto da Lapa, apenas um deles afirma ter ocorrido uma atitude pós crise. E entre estes lugares, Ricardo, garçom do bar Os Ximenes, disse que “trocar de fornecedor foi a melhor mobilização possível”.
Tratando-se de coincidência, após dias turbulentos envolvendo o alimento do povo brasileiro, e – no caso das exportações – da maior parte do mundo, o mês de março se finda com uma data comemorativa que tenta perpetuar a importância de uma alimentação saudável. Porém, não adianta “comer bem”, se o produto vem estragado.
Lucas Monteiro – 3º Período
Roani Sento Sé Santos – 7º Período

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