Limpo, preciso, porém preguiçoso

223080-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxÉ interessante observar atores e atrizes que seguem outros caminhos além da vida diante das câmeras, como diretores, produtores e roteiristas. Por exemplo: Mel Gibson, Matt Ross, Angelina Jolie, Leonardo DiCaprio e por aí vai. Mas dessa vez, a bola está com o Ben Affleck.

Bastante conhecido não só por atuar, mas também por ter dirigido “Argo” (vencedor de Melhor Filme e Melhor Roteiro adaptado no Oscar de 2013) e roteirizado o “Gênio Indomável” (Vencedor de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante no Oscar de 1998), Ben assumiu o posto do longa “A Lei da Noite”. Talvez o maior desafio da carreira, trabalhando como diretor, produtor, roteirista e ator.

Este filme é uma adaptação do livro “Os Filhos da Noite”, escrito por Dennis Lehane, e se passa na década de 1920, nos Estados Unidos. Na época, a Lei Seca estava sendo implementada no país e a venda de bebidas alcóolicas passou a ser feita apenas por mafiosos. Joe Coughlin (Ben Affleck) é um fora da lei que se envolve com o crime organizado, rodeado de dinheiro e poder ele precisa arcar com as consequências que podem levá-lo à prisão ou até mesmo a morte.

Não tem como não dizer que são expressivos a ideia e o visual que foram implantados dentro do longa. A direção é simples e precisa. Em termos fotográficos, a paleta de cores ficou de acordo com o que pedia. Exceto que, em algumas cenas era algo que já tinha sido usado bastante. Com uma vaga originalidade, a produção não surpreende o espectador nesse aspecto.

Infelizmente, os acontecimentos do filme não tiveram o timing para abordar o tema de maneira dinâmica, como aconteceu em “Argo”, quando era fácil se familiarizar com o momento em que os personagens estavam passando. Em “A Lei da Noite”, foi mais difícil ter compaixão com os personagens. Nem todos os atores pareciam estar à vontade com o papel que exerceram. Os que poderiam ter mais tempo de tela, agradaram, e os que tiveram, não convencem em cena.

Entretanto, no meio do palheiro, há uma agulha, e ela se chama Elle Fanning. Talvez, tenha sido a atriz que mais se entregou e valorizou a interpretação. Entre personagens principais, a coadjuvante Loretta Figgis, apareceu no meio do filme e virou tudo de cabeça para baixo. E no bom sentido, com uma bela apresentação do papel, dando vida nova ao longa.

LIVE BY NIGHT

Ao contrário de Ben Affleck que não se sai bem, fazendo com que todos percebam que ele não foi tão feliz com o novo projeto. Não é nada fácil atuar, dirigir, produzir e escrever ao mesmo tempo. E tudo para o mesmo trabalho. Basicamente, a única coisa que faltava, era ser uma obra original. Mas se Affleck tivesse percebido que não estava dando conta, poderia ter pedido para alguém o substituir em alguma posição.

Finalizando, o roteiro do longa foi preciso quando decidiu envolver a história com referências da época. Isso é bastante importante, porque além de tentar conquistar o público com a ficção, ao mesmo tempo, também sustentou a trama com diálogos que abordavam fatos históricos A tentativa foi válida, e apesar de tropeços, o filme é bem-sucedido. O longa é divertido, mesmo quando não precisava, porém, contém boas cenas de ação que certamente irão entreter o público.


Lucas Monteiro- 3º Período

Um comentário sobre “Limpo, preciso, porém preguiçoso

  1. Obrigado pela crítica. Realmente gostei desse filme de gângsters. Sinceramente os filmes desse gênero não são os meus preferidos, mas devo reconhecer que o filme de Ben Affleck superou minhas expectativas. Adorei a história de A Lei da Noite, por que além do bom roteiro, realmente teve um elenco decente, elemento que nem todos os filmes deste gênero tem. Além foi uma surpresa pra mim, já que foi uma historia de ação muito criativa que usou elementos inovadores. Acho que é um filme ideal para descansar do louco ritmo da semana.

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