Uma nova trapaça

213595-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxEssa semana, chegou aos cinemas a comédia nacional “Os Penetras 2 – Quem Dá Mais?”, continuação do sucesso de 2012 estrelado por Marcelo Adnet, Eduardo Esterblitch, Mariana Ximenes e Stepan Nercessian, com roteiro e direção de Andrucha Waddington, que recentemente fez sucesso com o longa “Sob Pressão”. Abrindo os trabalhos, sendo uma continuação – coisa rara no cenário cinematográfico brasileiro até pouco tempo atrás –, o longa começa com algumas missões difíceis de serem cumpridas. A primeira delas é se manter a nível de seu antecessor, em uma época que as comédias se encontram em declínio e já não arrebatam mais tanto público quanto a cinco anos.

Já segunda tarefa árdua refere-se justamente à exceção da regra anterior: destacar-se ao lado do fenômeno “Minha Mãe É Uma Peça 2”, comédia escrita e estrela por Paulo Gustavo que acaba de se tornar o quarto filme mais assistido da História do cinema brasileiro. Uma coisa é certa: tanto o elenco quanto a equipe por trás das câmeras se esforçaram para cumprir essa missão com louvor. Após a trama do primeiro Longa, Marco Polo (Marcelo Adnet) trai o amigo Beto (Eduardo Esterblitch) e foge com o dinheiro da dupla. Com isso, o carente Beto perde a pouca sanidade que tinha, e tudo piora com a chegada da notícia da morte de Marco, cujo espírito passa a aparecer para o companheiro dando conselhos, nem sempre confiáveis.

É neste contexto que Beto conhece Santiago, um playboy quarentão que, após uma noite de bebedeira com o rapaz, percebe que Beto não é um sujeito muito são e o dispensa, fazendo com que ele peça ajuda ao trapaceiro Nelson (Estepan Nercessian), que vê nisso uma grande oportunidade de tirar alguma vantagem. Este é o plot de “Os Penetras 2”.

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O principal ponto positivo do longa é justamente a transformação da personagem de Adnet em coadjuvante, fazendo com que os momentos em que Marco surge na tela sejam bem aproveitados. Outra melhoria na estrutura do enredo em relação ao primeiro filme é a maior participação de Mariana Ximenes, que, nos últimos anos (principalmente depois de “Um Homem Só”, pelo qual ganhou o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado) tem mostrado que, de fato, atingiu a maturidade de sua carreira, mostrando-se segura e versátil em cena.

Porém, apesar de divertido, “Os Penetras 2” tem um grande problema: o ritmo de sua história. O filme tem apenas uma hora e meia, no entanto, o espectador tem a sensação de estar assistindo a uma produção de, no mínimo, duas horas – e isso se deve à edição pouco dinâmica. O fim do filme garante alguns momentos de ternura – para o público mais sensível – e um plot twist que pode levar a uma terceira aventura do grupo de trapaceiros (que ganham ares de uma versão tupiniquim cômica de “Velozes e Furiosos”, só que sem as perseguições automobilísticas); caberá ao roteirista e diretor Andrucha Waddington avaliar se vele a pena ou não continuar.


Daniel Deroza– 4º Período

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