Um mar de cores

A exposição “A cor do Brasil” está em cartaz no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, e reúne obras dos principais nomes da arte brasileira, desde o período colonial até o século XXI. Com obras de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Cândido Portinari, a mostra fica na cidade até janeiro de 2017, sob curadoria de Paulo Herkenhoff e Marcelo Campos.

São quase 300 artistas representados ao longo das três galerias que traçam a trajetória da arte brasileira. A primeira delas apresenta obras paisagistas, retratos com fortes influências europeias – destaque para o quadro “Tiradentes esquartejado”, de Pedro Américo – e até mesmo peças do Modernismo, período de construção da identidade nacional na arte.

A segunda galeria traz obras Concretistas e Neoconcretistas, que apresentam muitas formas geométricas, abstratas e bastante coloridas. Já a última parte da exposição finaliza com foco nas cores do Rio a partir dos movimentos que ocorreram na cidade, como a Tropicália, por exemplo, apresentando uma peça simbolizando a bandeira do Brasil que remete a uma revisão da nacionalidade.

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A ideia da curadoria é exibir peças que formam um grande símbolo da sociedade brasileira para aqueles que não as conhecem e queiram avançar no entendimento da cor na arte do país. Paulo Herkenhoff dividiu a mostra em cortes arqueológicos: “a ideia é que o público possa ver, por meio das salas, não só a obra, mas o movimento, a época, o projeto por trás dela”, conta o curador e finaliza parafraseando uma das peças da exposição: “estão proibidos de sair tristes diante desta festa da cor”, exalta Paulo.

Quem pensa o mesmo é a paulista Doris Wolf que já havia apreciado a obra “O navio dos emigrantes”, de Lasar Segall, em São Paulo e agora visita outras na exposição no Rio. “Estou adorando a mostra, muito bacana, bem organizada. Estou vindo do Museu do Amanhã para cá, é uma viagem do futuro ao passado!”, relata a visitante, com um tom de satisfação.

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Já o estudante Rodrigo Oliveira, 19 anos, reconhece a importância da mostra para valorização da arte nacional e achou interessante poder conferir de perto obras que conhecia somente pelos livros. “É uma oportunidade única apreciar os quadros em tamanho real, observar os detalhes. Também seria ótimo se estas obras ficassem mais dinamizadas, que chegassem a outras áreas da cidade.”, conta o universitário.

Além de conferir exemplares icônicos da arte brasileira, a exposição revela nomes que não alcançaram o estrelato, mas que contribuíram para a construção da cultura nacional. Por meio da cor, a mostra transporta o público pela história do país, fascinando o olhar com nuances que agradam e revelam a vasta riqueza artística do país tropical.


Raísa Pires- 4º Período.

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