Esporte

Uma despedida à moda da casa

Público não se inibe com o tempo feio, enche estádio e explode em alegria no último dia de Jogos em Deodoro

“Rio porque estou no Rio”. Essa frase, muito popular nos dias atuais, é a que melhor resumo o desempenho dos torcedores brasileiros presentes no Estádio de Deodoro hoje. Atraídos pelas finais de Futebol de 7, o público apadrinhou o time ucraniano, apoiando-os até a vitória. Ainda neste dia, mais cedo, os presentes ainda testemunharam uma vitória incrível da seleção da casa.

O Brasil jogou a primeira partida do dia. O duelo contra a seleção holandesa até parecia tranquilo para quem acompanhou o desempenho dos dois no campeonato, mas na hora que a bola rolou, ficou nítido que a equipe europeia estava disposta a tudo para conquistar a vitória. Por sorte, a habilidade individual da equipe brasileira falou mais alto. Graças aos três gols de Leandro Alves, o time canarinho conseguiu ganhar a medalha de bronze Paralímpica.

Depois de torcer pela seleção local, durante a partida final os torcedores do Brasil decidiram apoiar o outro time que veste amarelo. Ucranianos e brasileiros se uniram para torcer para a seleção europeia. O público foi a loucura quando o artilheiro Volodymyr Antoniuk marcou o primeiro gol do jogo, para a Ucrânia. Todavia, depois de consecutivos erros, o Irã conseguiu empatar a partida.

O desempate ficou para a prorrogação. Logo aos cinco minutos do tempo extra, a Ucrânia acertou o contra ataque e Artem Krasylnykov, apelidado “carinhosamente” de AK-47 pelos brasileiros, ampliou o marcador para o time europeu. Jogo vai e jogo vem, bolas na trave e outras chances claras foram perdidas, e os “irmãos de amarelo” conseguiram administrar o resultado e conquistar o ouro.

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Jogador ucraniano comemorando com torcedor do seu País. [foto: Iago Moreira/ Agência UVA].

Depois do jogo, já durante a cerimônia de premiação, o público explodiu de alegria, não só pelo fato da seleção brasileira ter ganhado o bronze, mas também porque o homem incumbido de entregar as medalhas não foi nada mais nada menos do que Cafú, um dos maiores jogadores da história do País. A emoção de estar perto de um atleta desse nível não foi só exibida pelos torcedores do Brasil, os esportistas presentes no campo olhavam, com um claro tom de admiração, o craque passar em sua frente e apertar suas mãos.

Esse olhar de encantamento, muito provavelmente, é o melhor legado que essas Paralimpíadas deixaram para a população local, que puderam ver de perto a garra e a superação de atletas que mesmo enfrentando grandes dificuldades, não se deixaram abater e chegaram aonde chegaram por mérito próprio.


Iago Moreira- 6º Período

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