Cinema

A história se repete, a diversão também

300750.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx“Let’s make they pay” (Vamos fazer eles pagarem). Essa frase resume o espírito de vingança americano presente em grande parte dos filmes hollywoodianos. Filosofia seguida pelo diretor Roland Emmerich no longa “Independence Day: O Ressurgimento”, onde – há exatamente 20 anos depois da primeira invasão – alienígenas voltam para terra para concluir a missão de pegar o núcleo do planeta. História batida, mas que nunca perde a graça.

É importante ressaltar logo de início que as pessoas que gostaram do primeiro filme, muito provavelmente, irão gostar da continuação. Sim, continuação. Diferentemente de muitas franquias que estão voltando às telonas – como “O Exterminador do Futuro 5”, “Jurassic World” e Star Wars: O Despertar da Força” – “Independence Day: O Ressurgimento” não faz um simples remake da história passada e sim uma continuação da primeira trama, citando passagens importantes e abrindo portas para futuras produções.

A nova história é cheia de referências à trama antiga, despertando um grande sentimento de nostalgia nos fãs do clássico. Como já havia sido anunciado, “Independence Day: O Ressurgimento” conta com os mesmos atores importantes do primeiro filme, com exceção de Will Smith, que – devido a limitações orçamentais – não foi chamado para compor o casting. Outros personagens foram adicionados para dar continuidade às futuras histórias. Todavia, os novos integrantes não conseguem criar uma química entre si e não transmitem muita empatia ao público.

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Jeff Goldblum (David Levinson) e Bill Pullman (President Whitmore) se destacam novamente.

Roland Emmerich mais uma vez impressiona o espectador com belíssimos efeitos especiais e cenas de ações emocionantes. É verdade que o primeiro foi muito mais impactante, devido a tecnologia existente na época, mas a experiência visual e auditiva do novo longa também agrada. É tanta explosão e destroços de naves voando para todos os lados, que mais parece um filme do Michael Bay. Sensação ampliada devido a imersão proporcionada pela sala XPLUS Adobe Atmos, inaugurada semana passada no New York City Center, que oferece a mais avançada tecnologia de projeção cinematográfica existente no Brasil.

No fim das contas, “Independence Day: O Ressurgimento” não é nenhuma revolução cinematográfica, mas agrada quem assiste. Desde seu anuncio, o longa nunca prometeu ser uma obra de arte, mas sim divertir o expectador. Levando isso em conta, o filme é justo e deixa uma sensação de “quero mais” na cabeça de quem assiste.


Iago Moreira- 5º Período

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