Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas o clarão dele é sempre visto. Chega amanhã aos cinemas o mais novo longa da Paris Filmes, “Truque de Mestre: O 2º Ato”, trazendo de volta os Robin Hoods do ilusionismo para mais uma apresentação. A expectativa do público era grande, uma vez que o bruxo mais famoso das telonas, Daniel Radcliffe (série Harry Potter), foi confirmado no elenco, mas os constantes erros de roteirização acabam atrapalhando o desenrolar da história.fff
Contextualizando, um ano após enganar toda rede do FBI, o mais famoso grupo de mágicos do cinema atual é forçado a se reunir novamente para realizar uma série de novos golpes que resultarão no maior truque de ilusionismo já criado. O longa revive os problemas do primeiro filme da franquia e explica um passado ainda mais distante de Dylan Rhodes (Mark Ruffalo).
Logo de início já é de se esperar que a experiência de ver o novo filme não vai ser igual a de ver o primeiro, uma vez que quando o longa original foi lançado, em 2013, tudo era novidade e pegou o público de surpresa. Nessa nova obra, os mesmos elementos que fizeram sucesso antes se repetem, mas com um detalhe extra – que incomodou a maioria dos críticos –, o nível de descrença necessário para acreditar em todas as façanhas do grupo deve ser muito maior. Eles até tentam explicar boa parte dos truques, mas as ações acabam ficando forçadas demais.
Outro ponto negativo foi a relação entre o roteiro e os atores. É verdade que assim como o primeiro, esse filme possui viradas surpreendentes, mas o desenrolar da história decepciona. O elenco parece não conseguir repetir o carisma apresentado no longa anterior e acabam deixando o filme muito robótico. Fato esquisito, uma vez que a obra só conta com interpretes de ponta. O tão aclamado Walter Mabry (Daniel Radcliffe) tem um início promissor, mas acaba sendo prejudicado pelo desenrolar da história.

Lula (Lizzy Caplan), foi chamada para substituir a atriz Isla Fisher que teve que se ausentar do segundo longa por conta de uma gravidez. A nova integrante tem papéis subalternos na história, servindo como o cimento que mantém os blocos de concreto unidos. Woody Harrelson e Dave Franco também não recebem muito destaque. Todavia, Morgan Freeman, mais uma vez, é pivô de grandes reviravoltas. Outro ponto debatido no filme é o álter ego de J. Daniel Atlas (Jesse Eisenberg), que não reconhece a liderança de Rhodes e usa atalhos para alcançar esse posto, mas esses atos acabam gerando problemas.
Louis Leterrier foi mais uma vez o escolhido para dirigir o longa e, graças a ele, a história não se tornou tão chata. Uma vez que os constantes movimentos de câmera escolhidos pelo diretor para as cenas de ação renovam a energia do público e tornam tudo muito mais interessante. Todavia, como já dito, é preciso muita descrença para relevar alguns pontos do roteiro – que mais se assemelham com cenas de ficção científica – para curtir a experiência. Lembrando que um dia antes da estreia mundial (06 de junho), a produtora já anunciou um terceiro filme da franquia.
Iago Moreira- 5º Período

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