O filme “Convergente” – terceiro e penúltimo da saga “Divergente” – chega aos cinemas nessa quinta-feira e traz o início do desfecho da história de Tris, Quatro e todos os moradores de uma Chicago futurística.

O filme começa com os julgamentos daqueles que eram aliados de Jeanine Matthews, ex-líder da facção Erudição. Insatisfeitos com as sentenças de morte e decididos a atravessar o muro que separa Chicago do resto do mundo, Tris e seus amigos desobedecem as ordens da nova líder, Evelyn Johnson, e partem para explorar o novo território. E a partir daí, se desenrola a história.
Talvez um dos maiores desafios ao se adaptar a história de um livro para as telas de cinema seja se manter fiel à história original, ao mesmo tempo que não-leitores também possam entender a história. Entretanto, aqueles que acompanham a Tris desde a primeira publicação, vão sentir as alterações feitas no roteiro – alterações essas já observadas no segundo filme da saga.
Provavelmente, as mudanças de roteiro foram feitas para que fosse possível um quarto filme (já confirmado para 2017). Contudo, a história acabou ficando um pouco arrastada – pela necessidade de estendê-la – e um pouco repetitiva.
Afinal, o terceiro filme apresenta um pouco mais do mesmo: guerras pelo poder, lutas épicas (algumas até exageradas, como cenas nas quais Quatro, sozinho, derrota, dez homens armados) e os conflitos de relacionamento entre os dois protagonistas.
Por outro lado, a obra cinematográfica ganha pelos seus efeitos especiais e pelos figurinos. As atuações também não decepcionam e com certeza são ajudadas pelo fato de o elenco já estar junto há três filmes.
“Convergente” já tem público garantido com os fãs da saga. Para aquelas que apenas querem um filme para passar o tempo, entretanto, talvez não seja a primeira opção. O final da obra não deixa aquele “gostinho de quero mais” para o quarto e último filme faz o público se perguntar: ele era realmente necessário?
Nathália Araújo – 7º período

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