Exposição Castelo Rá-Tim-Bum chega ao Rio de Janeiro
Não há quem não se apaixone pelo Castelo Rá-Ti-Bum. E o Centro Cultural Banco do Brasil está relembrando através de uma exposição este fenômeno dos anos 90 que até hoje carrega uma geração de fãs. Na época, foi o programa de maior sucesso veiculado por uma TV pública, tornando um marco na produção audiovisual brasileira, conquistando prêmios nacionais e internacionais. A sua estreia aconteceu no dia 09 de maio de 1994 e ao todo foram produzidos noventa episódios totalizando 5 mil horas de gravação. 
A exposição conta com 19 salas temáticas com ambientes do Castelo e peças do acervo: objetos de cenas, fotografias, maquetes, croquis, figurinos dos personagens e monitores com trechos do programa. Em comemoração aos vinte anos da obra, o Museu da Imagem e do Som (MIS), de São Paulo, concedeu toda essa mostra junto com a TV Cultura. Com grande público em São Paulo, a exposição chegou ao Rio De Janeiro atraindo a atenção dos expectadores.
E quem visita, fica deslumbrado com a representação viva das histórias do Castelo. “Fiquei apaixonada! Está de parabéns o Castelo Rá-Ti-Bum. Agora estamos eu, minha filha e minha neta revivendo o passado. Muito bom! As escolas deveriam trazer as crianças. O mundo está tão violento lá fora e aqui dentro tem tanta coisa linda para ver”, comentou Vilma Gil, 65 anos.
Castelo Rá-Tim-Bum não morreu com o tempo, pelo contrário, muitas famílias visitam o centro cultural. A musicalidade é uma característica do programa. O que mais se via era crianças cantarolando os temas. De fato, a exposição é para toda a família, um encontro de gerações. “É um programa para toda a família. Foi maravilhosa a exposição. Pensamos que fosse uma coisa pequena, mas quando chegamos aqui, descobrimos um mundo de coisas. Voltamos ao passado. Foi muito bom!”, revelou, em risos, Vanessa Gil, 30 anos.
O passeio pela exposição começa logo no pelo primeiro andar do CCBB com o Saguão do Castelo. Lá existe uma árvore centenária que abriga a linda e geniosa cobra Celeste e também o João de Barro, e as Patativas. Na entrada do Castelo, somos recepcionados pelo Porteiro. Ele é responsável por guardar as setes chaves e só libera a entrada para aqueles que adivinham a senha. Acertando ele diz: “Klift Kloft Still, a porta se abriu!” Assim, podemos entrar descobrir o mundo que o Castelo nos apresenta. No Hall tem o Relógio, detentor da maior pontualidade do mundo, ele sempre lembra o horário das tarefas para Nino e sua turma. E o mais importante, o horário da chegada do Dr. Victor.
Cheio de livros antigos de contos, lendas e poesias, a Biblioteca do Castelo é cercada de boas histórias. O bibliotecário Gato Pintado cuida de cada um dos milhares de exemplares que existem por lá. Os cientistas malucos Tíbio e Perônio sempre são mencionados quando um fato interessante aparece. Nilo e seus amigos sempre chamam por eles: “Conheço uma pessoa que se interessaria muito por isso! Uma não! DUAS!”. No Laboratório do Castelo a dupla realiza experimentos loucos.
Os encanamentos do Castelo não são somente habitados por baratas horripilantes. Lá no subterrâneo temos o mostro Mau e seu assistente Godofredo. O maior passatempo de Mau é propor desafios aos que visitam o Castelo. Se errar o desafio já sabe, vem aquela gargalhada fatal. Na oficina do Dr. Victor tudo tem que ficar organizado, é lá que o feiticeiro de mais de três mil anos de idade cria suas poderosas invenções. Mas de vez enquanto Nilo, seu sobrinho, aparece para bagunçar o lugar, é aí que aparecem Tap e Flap, um par de botas de óculos escuros, super-descolados que fazem rimas.
Nesse Castelo tem de tudo, até uma Sala de Música. O objeto mais legal é a criação do Dr. Victor. A Pianola, um piano onde as notas são bailarinos que dançam de acordo com o ritmo e a melodia das músicas tocadas. Tem o Circo, relíquia dada pelo irmão de Morgana, a Caixa de Música, como números de dança e o Desenho Mágico, uma bugiganga que forma desenhos de acordo com os sons apresentados.
Na Sala da Lareira, o mundo está ali. Uma viagem sem sair do lugar. Nesse ambiente é possível aprender músicas típicas e as bandeiras dos países tocando em um globo terrestre. Marionetes saltam da lareira apresentando a cultura e os costumes de cada lugar do planeta. A Caixa Preta, mais uma criação do Dr. Victor mostra através de formas geométricas, os sonhos de quem a abre, fora outras surpresas que só a Sala da Lareira guarda.
Falando em mundo, temos um amigo que é de outro mundo. Etevaldo sempre aparece no Castelo curioso para conhecer um pouco dos nossos hábitos. Sempre alegre e brincalhão, ele chega trazendo muita diversão. Outro lugar que é cheio de mistérios é a Cozinha do Castelo. Mas pelo visto ninguém cozinha lá não. É aí que aparece o Bongô, entregador de pizza amigo de Nino. É só ligar, que ele trás a pizza mais rápida do mundo. Um jantar com ele é sinônimo de muita diversão. Ah, e não se esqueça de lavar as mãos! Pois uma mão lava a outra.
Em meio ao Jardim do Castelo, se esconde um segredo. Basta assobiar que a dona Caipora aparece para contar uma história. Já com seu aparato tecnológico e sua roupa moderninha, Telekid é rodeado de informações, bem parecido com hoje. Sempre indagado pelo pequeno Zeca ele aparece para responder. Tem alguma dúvida? Agora é preciso ficar liga por onde pisa, porque esbarrar no Ratomóvel não é difícil. O Ratinho sai pelos ambientes do Castelo todo ligeiro. Ele ensina como tomar banho, escovar os dentes e reciclar o lixo. Adeus sujeira e o cheirinho de suor. Ensinando também temos o Fura-Bolo e a Dedolândia uma banda de rock animal, quem nunca aprendeu matemática com eles?
Por uma porta giratória cheia de soldadinhos de chumbo, Nino chega ao seu quarto. Esse é lugar onde ele brinca bastante com seus amigos Zeca, Biba e Pedro. Em outro canto tem o quarto de sua tia-avó, a bruxa Morgana. Lá tem o Livro Falante para quando ela precise de alguma magia especial. A gralha Adelaide é sua fiel companheira. No alto da árvore do Saguão do Castelo tem o ninho de João de Barro e as Patativas. Ouve-se um som! “Passarinho, que som é esse?” e os sons dos instrumentos musicais são apresentados. E no pequeno lustre do Castelo, vivem as fadinhas Lana e Lara que adoram brincar de adivinhação.
E para terminar um tal de Senhor Doutor Pompeu Pompilio Pomposo – o Doutor Abobrinha – vive para atormentar a vida de todos. O vilão da história sonha em demolir Castelo e construir um prédio de cem andares. Disfarçado de várias formas ele tenta conseguir a assinatura do contrato de venda do imóvel.
Estar próximo dos objetos e dos personagens faz com jovens e adultos se transportem para aqueles momentos mágicos vividos na frente da TV. Não é por menos que a mostra é um sucesso. Mesmo aqueles que não acompanharam isso de perto, se apaixonam. A simplicidade, os valores e a cultura manifesta pelo caráter educativo fazem com que o Castelo Rá Tim Bum sempre viva no coração e na memória afetiva da geração que o acompanhou de perto, mas ainda como um legado para as futuras gerações. A alegria de país, filhos, avós, amigos expressa o carinho por uma obra que com certeza contribuiu e ainda continua contribuindo para a formação de pessoas melhores, ricas de ideias e criatividade, pessoas mais humanas.
Castelo Rá-Tim Bum: A Exposição fica até o dia 11 de janeiro de 2016 no Centro Cultural Banco do Brasil. A entrada é franca.
Raquel Maia – 6º período
Vinicius Fernandes – 4º período
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