A tecnologia está cada vez mais presente no cotidiano e acessível aos diversos níveis da sociedade. Podemos realizar vídeo conferências, aplica- la ao GPS do carro ou no celular, ter acesso às informações específicas de acordo com a demanda – buscador Google -, usar aplicativos que auxiliem na eficiência de locomoção – Easy Taxi, Uber etc -, acessar a Internet pela TV, entre outros.
O aprofundamento desse assunto foi debatido na “IV Semana de Computação de 2015”, mediada pelo Coordenador do Curso de Ciência e Engenharia da Computação. A programação, que aconteceu na semana do dia 26 de outubro, conta com nove mini cursos, três filmes, 20 palestras, e uma maratona de computação.
Na Segunda – feira, a primeira palestra ministrada foi a de Carlos Alberto Lemos, Doutor em Sistemas Computacionais, graduado em Engenharia Elétrica e Eletrônica e professor da UVA. O assunto tratado foi a “Internet das Coisas”, termo usado para designar a rede de objetos físicos que contém tecnologia embutida, a fim de comunicar, sentir e interagir.
“No futuro o ar condicionado será ligado à Internet, poderemos desligar as luzes da casa a distância e o sensor da geladeira nos informará quando um determinado produto estiver faltando. Isso é a Internet das Coisas, o estudo da conexão entre diversos dispositivos”, explica o professor Edgar Gurgel.

O conceito se refere à possibilidade de interação em qualquer hora, sempre terá alguém ligado a um dispositivo, espaço – como fazer conexões a lugares remotos – e entre objetos, conexão entre computadores. “Em 2008 a quantidade da população era maior do que o número de dispositivos, mas hoje isso se inverteu. A previsão para 2020 é de 7.6 milhões de pessoas para 50 bilhões de dispositivos interconectados”, afirma Carlos Alberto Lemos.
Dentre os desafios citados para o avanço da comunicação entre o mundo real e virtual está: o custo da dependência internacional a essa tecnologia, a instabilidade geral da rede e a falta de políticas governamentais de privacidade dos dados, segurança e responsabilidade legal. “A inserção benigna do Brasil na Internet das Coisas necessita de um planejamento constantemente estruturado, para que possam ser assegurados investimentos, por exemplo, na infraestrutura em banda larga”, cita o palestrante, baseado na mensagem final do fórum do BNDS.
Lemos relata também duas aplicações que já são usadas no Brasil, quando diz que “hoje temos jaquetas com sensores de temperatura e observei, num congresso em São Paulo, um sapato com chip embutido. Ao andar, a pessoa carrega a bateria e ao apertar a mão de outro indivíduo, com o mesmo tipo de chip, era possível a trocar o cartão de visita digital. O chip do sapato, conectado ao PC já possuiria os dados do outro indivíduo”.

A palestra, “Na crise: crie! O mercado de trabalho de TI (Tecnologia da Informação) na Web”, contou com a presença dos professores da COTI informática, Edson Belém e Rodrigo Márcio, especializados em programação e PHP. Além disso, houve a participação de Sérgio Mendes, que foi aluno de Belém e hoje tem a formação em C++ e Java.
Os professores orientaram os alunos a como se inserir no mercado de trabalho em TI. Na visão dos mestres, se trata de uma área difícil, pois exige muito do profissional. Mas, ao mesmo tempo, é uma área em que há sempre oportunidades de vagas de emprego e estágios, basta o aluno se dedicar.
Edson Belém, que também é diretor da COTI informática, na parte de TI, e consultor da Claro, comentou sobre as experiências profissionais. Há 16 anos na área e especializado na programação JAVA e PHP, o profissional busca sempre aprimorar seus conhecimentos.
“Para os alunos que estão ingressando nesta área é necessário empenho e dedicação, estudar no mínimo três vezes ao dia para que possam ter um bom aproveitamento. E mesmo terminado o curso continuar se aprimorando, porque esta área requer atualização constante”, relatou o professor.
“O profissional deve acreditar nele mesmo, no seu potencial e nunca perder a fé”, completa Edson.
O professor e programador Rodrigo Márcio, explicou quais os motivos que o levaram a entrar nesta área tão competitiva. “Gostava de programar e resolver problemas que facilitem a vida das pessoas”, afirma.
O professor também comentou sobre a crise econômica vivida no país atualmente e destacou aos estudantes que: “a área de tecnologia é a única que permite o crescimento independente da idade. Você evolui de acordo com a dedicação”. Ainda para o programador, é necessário que o aluno inove. Ser criativo é a característica para vencer quaisquer obstáculos que surgirem ao longo da carreira.
Sobre a crise econômica atual, Rodrigo diz que “é na universidade que encontramos a solução para os problemas lá fora, e o aluno não deve se limitar apenas ao conhecimento que adquire, mas ser criativo e planejador”.
Após o debate, o filme “Ameaça Virtual” foi exibido para os alunos, como modo de expandir ainda mais o conhecimento adquirido. O tema abordado no longa é a Era Digital, na qual um diretor que é dono de uma corporação bilionária de software, convida Milo – um jovem considerado um prodígio na área de programação – para participar do empreendimento.
Os estudantes de computação Daniel Henrique Silva (28) e José Carlos Araújo (48) assistiram a obra de Peter Howitt. Ambos defendem a importância da semana de computação da Veiga como algo que proporciona o aumento do conhecimento. “O evento ajuda a nos situar, ampliando nossos ensinamentos na sala de aula e mostrando erros de outros para não cometermos”, diz Daniel.
“ISACA – Certificações profissionais em TI” foi o tema da última palestra do dia, com a presença de Diogo Reis, presidente da ISACA e mestre em tecnologia. A sigla diz respeito à associação sem fins lucrativos, onde atuam profissionais que trabalham com modelos de controle e segurança, risco, auditoria e governança. A empresa também fornece conferências e seminários internacionais aos membros.

Atualmente a demanda é maior nas áreas de certificações profissionais, pois é algo constantemente exigido no mercado de trabalho. A ISACA fornece o CISA, voltado para auditoria de sistemas, rastreamento e como desenvolver mecanismos de defesa; o CISM, ligado a segurança da informação; CRISC, próprio para a área de risco na Internet; e o CGEIT, que trata de governança, de como lidar com conflitos de interesse e onde investir.
O CSX e o COBIT 5 são certificações bastante reconhecidas. O primeiro é denominado como “top de mercado” pelo palestrante e tem relação com o plano de segurança, de modo a aprender acerca dos mecanismos de defesa contra hackers. Já o COBIT 5 estáligado ao aspecto cultural, ao fluxo de informações e trabalha com o modelo de capacidade de processo.
“Achei interessante os certificados que o palestrante apresentou, pois muita gente não conhece. Me identifiquei com a parte de auditoria, que diz respeito ao controle da empresa, ou seja, como aplicar medidas de segurança para evitar algum tipo de problema que possa ocorrer. Gostaria de me certificar em COBIT 5, porque quero seguir na área de analista de sistemas ou gerente de projetos”, relata Arthur Ferreira, estagiário em desenvolvimento de projetos e estudante de ciência da computação da UVA.
“Os alunos poderão entender o que acontece no mercado e com os mini cursos participarão do desenvolvimento de aplicativos, de robótica e automação. É necessário o contato com as empresas, com as novas tecnologias e com o conhecimento fora de sala de aula. Essa troca faz a diferença”, afirma Edgar Gurgel.
Luiza Esteves- 4º período
Debora Rabelo- 7º período
Nathália Campos- 4º período
Bruna Mandarino- 8º período
Parabenizar os organizadores do Evento que foi um sucesso e uma ótima participação dos alunos.