Cinema Participe da notícia

Cinematografia Argentina

Argentina Rebelde 1A Argentina é um país importante para o cinema, produzindo cerca de 80 longa-metragens por ano, um dos maiores da América Latina, e sendo ganhador de prêmios renomados. A mostra da Caixa Cultura intitulada ‘Argentina Rebelde’, passou uma coletânea de 17 filmes que representam claramente o panorama argentino de audiovisual cinematográfico.

A programação fez parte da iniciativa #vivamaiscultura em apoio a Caixa Econômica e ao governo federal. Com curtas, médias e longa-metragens o programa apresentou ainda mini-cursos, conferências, sessões comentadas e mesas-redondas com quatro horas de duração cada.

Ministrado por Alejandro Cozza, o mini-curso “Revolucinários, Insurgentes e Dissidentes” tem o intuito de levantar discussões acerca dos filmes assistidos. Os encontros abordaram o percurso da história do cinema argentino e quais impactos eles possuem no mundo. Por exemplo, “A Patagônia Rebelde”, filme de Héctor Oliveira é uma fascinante alegoria sobre o regime ditatorial. “O cinema argentino, como todos os demais setores da sociedade e da cultura, não permaneceu incólume diante da ditadura. Suas lascas e consequências não desapareceram e alcançam um período muito maior do que de 1976 até 1983”, comentou Alejandro.

O longa “O dependente” e o curta “Pude ver um puma” passaram diante de um público de maioria jovem, intelectual e apreciadora da arte clássica e contemporânea. O primeiro possui 82 minutos de duração, e é de Leonardo Favio, considerado por muitos o maior cineasta argentino. Já o segundo é um curta metragem de estilo indescritível sobre um grupo de jovens que é levado a uma viagem desde os telhados de seus bairros, onde gastam a maior parte de seu tempo livre, passando por sua destruição, até as profundezas da terra.

“O dependente” trata de Fernández, um homem que trabalha na loja de ferragens e aguarda a morte de seu velho chefe para herdar a loja e assim poder conquistar Plasini, seu par romântico. “Nesse microcosmo perverso, a velhice [dos personagens] submete à juventude e a condena à repetição do erro: em uma política (e uma poética) suicida, os filhos matam os pais apenas para se darem conta que o substituíram sem terem engendrado uma vida própria”, disse Nicolás Prividera, autor, diretor e produtor de diversas películas sobre o filme e seu simbolismo em relação a conduta militar que o país vivia.

 “O objetivo da mostra é, nesse sentido, proporcionar aos espectadores brasileiros a possibilidade de conhecer – e experimentar –  algumas das mais fascinantes propostas cinematográficas do país que, apesar de vizinho, conhecemos tão pouco”, disse Victor Guimarães curador de toda a exposição.

E enquanto o público aguardava o começo das sesssões, ainda pode curtir as exposições dispostas no local. Destaque para “Ficções”, inspirada em livros de contos que possui diversos números de obras que fascinam e divertem quem à ele prestam atenção.

Por: Luana Feliciano

Avatar de Desconhecido

Agência UVA é a agência experimental integrada de notícias do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida. Sua redação funciona na Rua Ibituruna 108, bloco B, sala 401, no campus Tijuca da UVA. Sua missão é contribuir para a formação de jornalistas com postura crítica, senso ético e consciente de sua responsabilidade social na defesa da liberdade de expressão.

1 comentário em “Cinematografia Argentina

  1. Avatar de Sandra Adelaide Feliciano Silva

    Sou suspeita para comentar mas foi super bem criticado, a cultura Argentina bem exposta, retratada de forma descontraída e convidativa. Valeu Luana Feliciano.

Deixar mensagem para Sandra Adelaide Feliciano Silva Cancelar resposta