Exposição Carioca, com um Toque Francês.
Começado no dia 14 de Abril desse ano, o Museu de Arte do Rio (MAR) vem sendo casa da exposição “Rio – Uma paixão francesa”, que reúne uma seleção de 75 fotografias e vídeos provenientes de acervos das mais respeitadas instituições francesa. Os registros foram feitos pelos artistas brasileiros Marc Ferrez, Augusto Malta, José Oiticica, Alberto Ferreira e Rogério Reis; pelos franceses Raymond Depardon e Vicent Rosenblatt; o marroquino Bruno Barbey e o romeno Ghérasim Luca, entre outros expoentes da história da fotografia.

A exposição, que faz parte das comemorações do aniversário de 450 anos da cidade e abriu a programação oficial do FotoRio 2015, tem a curadoria assinada por Jean-Luc Monterosso e Milton Guran, com curadoria-adjunta de Cristianne Rodrigues. Resultado de dois anos de pesquisa.
“Rio – Uma paixão francesa” é dividida em quatro núcleos – Histórico, Modernista, Contemporâneo e Documental – que apresentam ao público imagens raras, obras emblemáticas e o olhar do estrangeiro sobre cenas do cotidiano carioca.
Até a segunda guerra mundial, o Rio de Janeiro – justamente por suas belezas naturais – era uma das cidades mais fotografadas do mundo, ficando atrás apenas de Paris. A exposição conta com diversos tipos de fotos da cidade em variadas situações, além de conter fotos de crianças, favelas, bailes funk e uma série de fotos de famosos surfistas de trem, além de registros exaltando a beleza natural do Rio.

Entre as dezenas de fotos estão os retratos de famílias da elite carioca registrados pelo Português Joaquim Insley Pacheco e a Panorâmica da missa campal pela abolição da escravatura, realizada em 17 de maio de 1888, feita por A. Araújo de Barros.
Os vídeos relatam mais profundamente a vida do carioca, em um deles conta a história de uma moradora do morro da Providência, situado no centro do Rio. Ela conta sobre a vida dentro do morro, dos perigos e dos sonhos que ela gostaria que realizassem para a comunidade.
A exposição fica em cartaz até o dia 9 de Agosto no Museu de Arte do Rio, situado na Praça Mauá no Centro da Cidade, funcionando de Terça à Domingo, das 10h Às 17h, a entrada custa R$ 8,00.
Foto Rio 2015: Autocromos da coleção Arhives de la Planète
Além de poder admirar as obras sobre o Rio no MAR, o visitante que for ao CCBB também pode conferir, gratuitamente, registros da cidade maravilhosa. Pertencentes ao Musée Albert Kahn, em Paris, e assinado por Augusto Léon, “As Primeiras Cores do Rio” é uma coleção de vinte autocromos, técnica desenvolvida pelos Irmãos Lumière, que se baseia na inversão da imagem e, quando observadas contra a luz, reproduzem as cores. 
O Rio de Janeiro foi o cenário das primeiras fotografias a cores produzidas na América do Sul, em 1909. Devemos essa primazia ao banqueiro e mecenas francês Albert Kahn que se dispôs a documentar, como ele mesmo disse, “aspectos, práticas e modos da atividade humana cujo desaparecimento fatal é apenas uma questão de tempo”. Dessa forma, fica clara a paixão dos franceses pela “Paris Tropical”, apelido dado ao RJ pelos franceses, no início do século XX.
As imagens nos mostram um Rio recém-reurbanizado, ainda sem alguns dos seus mais famosos adereços, em um clima nostálgico, que é reforçado pela fatura, levemente esmaecida, das cores dos primeiros registros fotográficos coloridos.
A exposição fica disponível para o público carioca até 21 de setembro, de quarta à segunda, das 9h às 21h.
Por: Thiago Cortes e Junney Silem
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