O Rio antigo está mais atual do que nunca. Num momento em que a cidade passa por grandes obras o Instituto Moreira Salles expõe “Rio: Primeiras Poses”, que são visões da cidade a partir da chegada da fotografia (1840-1930) e “Um Passeio pelo Rio” que retrata a cidade nas andanças de Joaquim Manuel de Macedo.
A exposição “Rio: Primeiras Poses” contêm imagens de grandes mestres da fotografia brasileira e de fotógrafos anônimos e amadores que ajudaram na construção da representação fotográfica do Rio de Janeiro durante o Segundo Reinado e nas primeiras quatro décadas da República. Composta por 450 imagens do Rio de Janeiro nas fotografias de Augusto Stahl, Revert Henry Klumb, Victor Frond, Georges Leuzinger, Marc Ferrez e outros fotógrafos que documentaram a cidade nessa época.
É possível acompanhar, por meio dessas imagens, o processo de transformação no país e na cidade a partir da chegada da fotografia ao Rio de Janeiro. Em comemoração aos 450 anos do Rio de Janeiro, “Rio: Primeiras Poses” apresenta fotografias, negativos, álbuns e estéreos-copias originais, associadas a imagens a partir do acervo do Instituto Moreira Salles.

O Instituto Moreira Salles apresenta também a exposição individual do fotógrafo norte-americano William Eggleston, a cor americana. Suas famosas imagens coloridas apresentam o cotidiano e a paisagem das pequenas cidades e subúrbios do sul dos Estados Unidos, a região natal do fotógrafo, durante os anos 1960 e 1970. O fotógrafo abriu novos caminhos ao mirar suas lentes em elementos vistos no nosso dia-a-dia (carros, outdoors, shoppings, supermercados…).
Eggleston explorava a liberdade na composição das imagens e apostava na sedução da cor – até então mais presente na fotografia amadora e publicitária –, o que tornou-se objeto de intenso debate entre a comunidade fotográfica e foi duramente criticada. Ao longo dos anos, no entanto, a mostra se transformou num marco. A exposição traz pela primeira vez ao Brasil uma extensa seleção de fotografias produzidas durante a década de 1960 e 1970, considerados os anos dourado do fotógrafo.

Por: Brigida Brito
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