Jornalismo: uma profissão que requer vocação

O que você quer ser quando crescer? Essa é a pergunta de milhares de estudantes que estão no terceiro ano do ensino médio e buscam uma faculdade. Uma das respostas pode ser a carreira de jornalista, que tem sido bastante procurada nos últimos anos. Esse foi o caso de David Nascimento, 20 anos, que escolheu a profissão para realizar o sonho de ser locutor esportivo. Hoje, o estudante já está no sexto período do curso na Universidade Veiga de Almeida, estagia no Diário Lance! e conta os desafios e felicidades encontrados na carreira, ainda como estudante.

Jornalismo tem sido muito procurado nos últimos anos (Foto: Gustavo Portella)

Entre os problemas, David destaca o acúmulo de função no jornalista, que é obrigado a ser cada vez mais ‘multimídia’. “Estamos vivendo um momento na comunicação que o profissional é obrigado a apurar, escrever, fotografar, filmar, fazer tudo sozinho, mas ganhando o salário que normalmente teria realizando apenas uma tarefa. Isso acontece porque os veículos de comunicação estão, cada vez mais, diminuindo os seus quadros de funcionários”, assinala.

Outro ponto que deve ser levado em conta pelos recém-formados, que estão à procura da carreira ideal, é o mercado de trabalho. No caso do jornalismo, as dificuldades são reais, mas, segundo David Nascimento, há possibilidade de alcançar o sucesso profissional. “Com garra e determinação, as chances de conseguir um emprego aumentam. Acho que uma das maiores dificuldades de se arrumar um estágio é essa, ter força de vontade suficiente e paciência”, analisa.

Uma das soluções para quem busca a melhor profissão é o teste vocacional. No caso de David não houve a necessidade dessa avaliação, porém, ela pode ser uma boa opção, já que indica para o estudante a área mais adequada à sua personalidade.

Não há um perfil ideal para ser jornalista, mas características específicas

Mesmo os que fazem um teste vocacional, porém, devem saber qual é o perfil ideal da carreira. Maristela Fittipaldi, jornalista e professora, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conta que há características específicas que um bom jornalista deve possuir. Entre elas estão o domínio da Língua Portuguesa, a leitura frequente de tudo, a ética e a responsabilidade para usar o poder da comunicação, estando em dia com o que acontece no mundo. De acordo com ela, testes vocacionais podem até ajudar, mas o sentimento de gostar da profissão deve prevalecer.

Quanto às áreas de atuação da profissão, Maristela fala de algumas, que podem chamar a atenção dos estudantes e explicar um pouco também do que o Jornalismo proporciona. São elas, os tradicionais jornais impressos (reportagem, edição, diagramação e foto), revistas (semanais de informação e especialidades), televisão, rádio, assessorias de imprensa, sites, veículos comunitários, agências de notícias e as novas mídias (celulares e redes sociais).

Tais áreas no exercício da profissão proporcionam lados positivos e negativos da carreira. Maristela Fittipaldi detalha os dois lados da carreira orientando os futuros estudantes de jornalismo. “Estar na vanguarda dos acontecimentos e saber que a informação que você passar pode ajudar as pessoas a compreenderem melhor a realidade que as cerca, eventualmente para transformá-la, é o lado mais positivo desta profissão difícil, que tem horários puxados de trabalho, com a prática de ter hora para entrar e não ter hora para sair, plantões de fim de semana e a baixa remuneração, que ainda é comum em alguns veículos”, salienta.

É preciso ser muito bom para ser jornalista

            A professora destaca ainda que, para ser jornalista, deve-se ser muito bom profissional. De acordo com ela, o estudante de jornalismo deve ter coragem, ética, humildade de aprender o que não sabe e aprimorar-se no que já tem conhecimento. “É preciso ser muito bom (em todos os sentidos) para ser jornalista. Muito bom profissional, muito bom caráter. Aprender, aprender e aprender. É preciso que o aluno ‘grude’ em si diferenciais positivos – tanto profissionais quanto pessoais –, para que se torne indispensável na empresa em que trabalha. Competência e ética caminham juntas, em especial no jornalismo”, destaca.

Para quem busca uma profissão, mas ainda não sabe o que vai fazer no futuro, Maristela aconselha: “A pessoa deve escolher aquilo que lhe dá prazer, pois terá que fazer isso por muito tempo de sua vida, e não apenas a profissão que remunere melhor. Se tivermos prazer em trabalhar e formos bons no que fizermos, ganharemos bem, pois seremos valorizados pela empresa”.

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Gustavo Portella – Jornalismo Digital – 6º período

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