Ocupando lugar de destaque há mais de 50 anos no Brasil, o rádio se consolidou como meio de comunicação eficiente. Para muitos, ele é sinônimo de música, informação e entretenimento. Mas para a Organização não-governamental Criar Brasil, as ondas sonoras são possibilidade de falar à população sobre cidadania, educação e saúde. Fundada em 94 no Rio de Janeiro, como parte do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), a instituição é centro de uma rede que conta mil emissoras comunitárias, educativas e educacionais – todas transmitindo na programação algum conteúdo desenvolvido pela ONG.
“O nosso trabalho é divulgar informações que fortaleçam a cidadania e contribuam com a melhoria da qualidade de vida da população. Para isso, desenvolvemos programas, spots, esquetes e radionovelas”, revela João Paulo Malerba, repórter e redator do Criar Brasil. Ele conta ainda que a instituição faz trabalhos de assessoria de imprensa para grupos e movimentos sociais, para que a grande mídia possa entender a função social desses segmentos.
Para que toda a estrutura possa funcionar a ONG conta com uma equipe de jornalistas, além de locutores e redatores. “Como atingimos um grande público temos muitos profissionais, pois ainda trabalhamos os projetos mais específicos como a Radio do Instituto Nacional do Câncer e as oficinas que promovemos de eventualmente para ensinar técnicas de radiojornalismo em escolas e comunidades”, conta a Coordenadora da Instituição, Rosangela Fernandes.
Em outra frente, voltada para as comunidades cariocas está a Rede Viva Rio de Radiodifusão Comunitária – REVIRA. O grupo faz parte da ONG Viva Rio e incentiva a população participar na criação de conteúdo radiofônico democrático e aberto. “A nossa atuação tem o objetivo de que as rádios comunitárias sejam instrumento de desenvolvimento, oferecendo formação em comunicação para os moradores do local”, afirma Tião Santos, coordenador geral do projeto.
A atuação das duas organizações transforma as ondas sonoras em benefício para pelo menos 50 mil pessoas por ano. O rádio é a ferramenta para que as que se quebre o estigma que o morro e o asfalto estão separados por uma barreira instransponível. Ele assumiu de vez o papel de comunicação inclusiva social e educacional.
Renato Cozta• 6º período • Jornalismo Digital
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