Cultura

Bossa Nova: mais que um gênero musical

 Uma exposição vem chamando a atenção de quem gosta de música no Rio de Janeiro. Trata-se da mostra “Isso é Bossa Nova – 1958 a 1964”, que está montada no ArteSesc, no Flamengo. A exposição, que conta a história desse gênero musical, ficará em cartaz até o dia 26 de outubro.

O movimento da Bossa Nova é mostrado com muita dinâmica, informação e interatividade. Na mostra utiliza-se referências jornalísticas e históricas e faz-se uma correlação de alguns acontecimentos no Brasil e no mundo com o período mais próspero da Bossa Nova.

A história desse gênero começou em meados dos anos 50 e rapidamente ganhou o Brasil e o mundo, tornando a música brasileira ainda mais conhecida internacionalmente. Esses anos fazem parte de uma época que o mundo passava por uma fase de prosperidade e redescobertas – a corrida espacial, a revolução cubana, a construção de Brasília, entre outros fatos. O Brasil e o mundo aprendiam um novo jeito de viver. Os principais símbolos destas mudanças foram os vestidos “mini” e os primeiros rádios portáteis.

No Brasil a prosperidade dava o tom. Além da construção de Brasília, teve a eleição de Juscelino para a presidência, com o slogan “50 anos em 5” e o Brasil ganhava pela primeira vez a Copa do Mundo, em 58, com um ataque formado por Pelé e Garrincha, acabando, segundo Nélson Rodrigues, com a “Síndrome de Cachorro Vira-Lata”, que assolava os brasileiros desde a Copa de 1950.

Enfim, nesses prósperos anos que foram a década de 50, a trilha sonora, sem dúvida, era a Bossa Nova. A aposentada Amélia Castro, se lembra bem desta época com saudade. “Era uma época em que o Brasil dava certo e a Bossa Nova era uma mania nacional”.

Esse novo gênero musical teve três personagens fundamentais: João Gilberto, Vinicius de Moraes e Tom Jobim. Foram eles os precursores do gênero, e por esse motivo são conhecidos como a “Santíssima Trindade” da Bossa Nova.

Pra contar melhor a história da Bossa Nova, a exposição é dividida em 5 salas:

1° sala: é formada pelo “Karaokê Bossa Nova”, um lugar onde o visitante tem a oportunidade de soltar a voz, em músicas de sucesso, como Insensatez (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), Corcovado (Tom Jobim), Samba de Verão (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle), Você e Eu (Carlos Lyra) e Dindi (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira) e O Pato (Jayme Silva/Neusa Teixeira).

2° sala: nessa sala o público aprende um pouco da história da Bossa Nova, assim como a história dos artistas que deram notoriedade a este estilo musical. João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Nara Leão, Carlos Lyra e Newton Mendonça são alguns dos personagens revelados. Nesta mesma sala o visitante tem a oportunidade de, através de fones de ouvido, escutar algumas músicas, assim como a história da Bossa Nova. Outra novidade é que quem for visitar a exposição, poderá ouvir músicas de jazz, samba e música erudita, as principais influências da Bossa.

3° sala: essa sala é conhecida como “Sessão Bossa Nova” e oferece vídeos-documentários sobre o gênero.

4° sala: esse espaço remonta uma sala de estar da Zona Sul do Rio de Janeiro dos anos 60. Lá, o visitante pode conversar com uma “garota bossa nova”. Ela, além de personagem, é uma monitora e explica ao público com figurino e gírias da época, cada detalhe da sala.

5° sala: nesta última sala, chamada de ‘A sua Imagem da Bossa’, o visitante tem a oportunidade de desenhar, fazer colagem ou escrever suas memórias ou seus sentimentos em relação à Bossa Nova. Enquanto isso pode escutar, pelos fones de ouvido, sucessos da Bossa.

A Bossa Nova faz parte de uma época do mundo e do Brasil, em especial, que a esperança e crença num futuro melhor, faziam parte da sociedade como um todo. Nessa fase, o povo tinha verdadeiro orgulho de ser brasileiro. E uma das frases da exposição  expressa muito bem o sentimento do povo da época: “Nunca na história do Brasil, o povo quis tanto ser brasileiro”.

Art  Sesc-Flamengo
Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo.
Tel.: (21) 3138-1343

Vinícius Baptista Badenes .6° período. Jornalismo Digital

Agência UVA é a agência experimental integrada de notícias do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida. Sua redação funciona na Rua Ibituruna 108, bloco B, sala 401, no campus Tijuca da UVA. Sua missão é contribuir para a formação de jornalistas com postura crítica, senso ético e consciente de sua responsabilidade social na defesa da liberdade de expressão.

2 comentários em “Bossa Nova: mais que um gênero musical

  1. angela barbosa

    gostaria de conseguir material para trabalhar com os meus alunos sobre a B Nova.Podem me ajudar??

  2. angela barbosa

    adorei o site.como coonseguir material?

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