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Copa do Mundo 2026: Espanha vence Bélgica e após 16 anos volta para a semifinal

Merino garante vitória por 2 a 1 e coloca espanhóis diante de franceses

A Espanha está de volta a uma semifinal de Copa do Mundo Fifa. Em confronto parcialmente equilibrado durante boa parte dos 90 minutos, a equipe comandada por Luis de la Fuente venceu a Bélgica por 2 a 1, pelas quartas de final, e garantiu presença entre as quatro melhores seleções da competição pela primeira vez desde a edição de 2010, quando conquistou seu único título mundial. Fabián Ruiz abriu o placar para os espanhóis, Charles De Ketelaere empatou ainda no primeiro tempo e, já aos 43 minutos da etapa final, Mikel Merino voltou a decidir um jogo eliminatório ao marcar o gol da classificação. Agora, a equipe terá pela frente a França na semifinal, marcada para a próxima terça-feira (14).

O confronto começou cercado por expectativa. Antes mesmo da bola rolar, a Bélgica precisou lidar com um problema inesperado. Youri Tielemans, titular da equipe e um dos principais nomes do meio-campo, sofreu uma lesão durante o aquecimento e foi substituído por Hans Vanaken. Do outro lado, a Espanha chegava embalada por campanha sólida sob o comando de Luis de la Fuente, que havia perdido apenas duas vezes em 44 partidas à frente da seleção.

Nos minutos iniciais, a Espanha assumiu o controle da posse de bola e passou a comandar o ritmo do jogo. Rodri mais uma vez foi o responsável por organizar a equipe, distribuindo passes e lançamentos com tranquilidade. A entrada de Álex Baena entre os titulares também deu mais liberdade para Dani Olmo atuar por dentro, aproximando-se do gol e participando da construção das principais jogadas.

Embora mantivesse amplo domínio territorial, a seleção espanhola demorou para transformar o volume de jogo em chances claras. A Bélgica encontrava dificuldades para trocar passes no campo ofensivo e apostava quase exclusivamente nas arrancadas de Jérémy Doku para tentar surpreender a defesa adversária.

O gol espanhol saiu aos 30 minutos. Depois de uma boa jogada construída pelo lado direito, Lamine Yamal participou da criação da jogada e obrigou Thibaut Courtois a fazer a defesa. No rebote, Fabián Ruiz apareceu livre para completar para as redes. O meio-campista ganhou a oportunidade entre os titulares após boas atuação na partidas anterior e voltou a responder com uma atuação segura e decisiva.

Mesmo em vantagem, a Espanha continuou pressionando. Yamal, um dos jogadores mais participativos da partida, voltou a levar perigo poucos minutos depois ao finalizar de fora da área e exigir outra boa intervenção de Courtois. No setor defensivo, Aymeric Laporte e Pau Cubarsí faziam uma partida consistente e praticamente anulavam as tentativas belgas.

Quando o primeiro tempo parecia encaminhado para uma vantagem espanhola, a Bélgica encontrou seu melhor momento. Aos 41 minutos, Timothy Castagne levantou a bola na área e Charles De Ketelaere antecipou a marcação para cabecear firme e empatar a partida. Foi a primeira vez que a Espanha sofreu um gol nesta edição da Copa do Mundo.

O empate mudou pouco o panorama do jogo após o intervalo. A Espanha voltou controlando a posse de bola e ocupando o campo ofensivo, enquanto a Bélgica aguardava oportunidades para acelerar os contra-ataques. Aos 55 minutos, Kevin De Bruyne e Doku construíram a melhor jogada belga da segunda etapa, terminando em finalização de Maxim De Cuyper, que passou perto da meta defendida por Unai Simón.

Enquanto a Bélgica buscava explorar a velocidade, Dani Olmo seguia sendo um dos destaques espanhóis entre as linhas de marcação. Lamine Yamal também permaneceu bastante ativo, acumulando dribles e criando dificuldades para a defesa adversária. Do lado belga, Courtois voltou a aparecer em momentos importantes até deixar o gramado aos 71 minutos por causa de uma lesão. Em seu lugar entrou Senne Lammens.

A substituição alterou pouco o comportamento da partida. Nos minutos seguintes, a Bélgica passou a defender em bloco baixo e praticamente abriu mão de atacar. A Espanha continuou rodando a bola no campo ofensivo, mas encontrava dificuldades para infiltrar na defesa adversária. O ritmo caiu, e o empate parecia encaminhar o confronto para a prorrogação.

A definição veio apenas aos 43 minutos do segundo tempo. Pau Cubarsí arriscou um chute de média distância, aparentemente sem grande perigo. Senne Lammens não conseguiu segurar a bola, e Mikel Merino apareceu livre para aproveitar o rebote e empurrar para as redes. O meia voltou a ser decisivo em uma fase eliminatória, repetindo o protagonismo demonstrado na classificação diante de Portugal.

A reta final ainda reservou momentos de tensão para os espanhóis. Nos acréscimos, Lukaku ficou próximo de receber livre dentro da área depois de um cruzamento da direita, mas Laporte fez um corte providencial praticamente sem goleiro, evitando o empate belga e garantindo a vantagem até o apito final.

A eliminação encerrou a campanha da Bélgica, que encontrou dificuldades para impor seu estilo diante de uma Espanha dominante durante a maior parte do confronto. A lesão de Tielemans antes da partida e a saída de Courtois durante o segundo tempo acabaram aumentando os problemas da equipe, que conseguiu equilibrar o placar por alguns momentos, mas não sustentou a pressão espanhola na reta decisiva.

Para a Espanha, a equipe volta a disputar uma semifinal de Copa do Mundo depois de 16 anos e confirma a evolução apresentada desde a chegada de Luis de la Fuente ao comando técnico. Com uma campanha marcada pelo controle da posse de bola e o protagonismo de jovens como Lamine Yamal, os espanhóis agora terão pela frente a França, em um dos confrontos mais aguardados desta edição do torneio.

Foto de capa: Reprodução / FIFA

Reportagem de João Marcos Freitas, com edição de texto de Gustavo Pinheiro

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