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Empresa espanhola vence leilão do Aeroporto Internacional do Galeão após disputa acirrada

Com lance de R$ 2,9 bilhões, nova concessão desbanca concorrência pelo terminal

Realizado nesta segunda-feira (30), na B3, em São Paulo, o leilão de concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim foi vencido pela Aena, empresa espanhola responsável pela administração de outros 17 aeroportos no Brasil, incluindo Congonhas, o segundo mais movimentado do país. O lance final foi de R$ 2,9 bilhões, representando um ágio de 210,88%, sobre a outorga mínima, fixado em R$ 932,8 milhões.

Somente em 2025, 17,9 milhões de pessoas passaram pelo aeroporto Galeão. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O leilão acontece após um período de reestruturação do aeroporto, que passou por problemas de demanda após os investimentos realizados em 2014 e 2016 para os eventos esportivos, somados à pandemia da Covid-19. A disputa acirrada teve a suíça Zurich Airport e o consórcio Rio de Janeiro Aeroporto, atual concessionária, como oponentes da Aena. Em certo momento do certame, as empresas competiam com base em centavos. A vitória concede à ganhadora a operação do aeroporto em um modelo que substitui o contrato de concessão anterior por outro mais flexível.

Atualmente, a RioGaleão detém 51% dos direitos do terminal, enquanto a Infraero detinha 49%. Com a venda assistida, as duas empresas deixarão a sociedade, concedendo a operação integral à nova concessionária. O novo contrato prevê uma contribuição variável de 20% da receita bruta, em vez de uma outorga fixa, além do fim da obrigação de construção de uma terceira pista.

As grandes principais mudanças a partir da nova concessão são: a substituição da contribuição fixa por um pagamento variável de 20% sobre o faturamento até 2039, repassado à União como taxa de concessão; fim da construção de uma terceira pista; a criação de um mecanismo de compensação relacionado ao Aeroporto Santos Dumont (SDU), um dos principais concorrentes do Galeão. Com isso, se o governo alterar as restrições de operação do SDU, o novo controlador do Galeão poderá solicitar compensação.

O grande desafio a partir deste momento é investir no reposicionamento do aeroporto como hub internacional, atualmente pressionado pela concorrência de Guarulhos e Santos Dumont. Segundo Emilio Rotondo, diretor-geral da Aena Internacional, o Brasil é um país estratégico para a empresa, que agora passa a atuar no segundo e terceiro maiores aeroportos em números de passageiros transportados no país.

Foto de capa: Vosmar Rosa/MPor

Reportagem de Marcos Paulo, com edição de texto de Gabriel Goulart

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