Nesta última segunda-feira (23), o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou ter tido conversas boas e produtivas com o governo iraniano sobre suspender os ataques americanos em bases energéticas do Irã durante os próximos cinco dias, o que aproximaria a possibilidade do fim das hostilidades recentes no Oriente Médio.
Próximo às 8h na Costa Leste norte-americana, o presidente Trump, através da rede social Truth Social, criada pelo Trump Media & Technology Group (TMTG), afirmou que essa decisão de não atacar as usinas elétricas pelos seguintes cinco dias foi resultado de conversas construtivas com o país adversário, que continuarão durante a semana.
Trump não nomeou quem ele havia contatado. Entretanto, a rede de notícias do Irã, a Press TV, informou que não houve nenhuma conversa com o governo norte-americano.
“Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento”, informou o presidente Trump em sua rede social.
Entretanto, durante a noite do dia 23, as Forças Armadas de Israel notificaram que Teerã, capital do Irã, foi alvo de ataques com caças, principalmente as bases ligadas à inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica.
O Presidente do Parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, publicou na rede social X (antigo Twitter) uma resposta às alegações do governo dos EUA. Em seu post, comentou que nenhuma negociação está sendo realizada com o país americano e que as fake news são utilizadas para manipular o preço do petróleo e o mercado financeiro.
Em retorno, nesta terça-feira (24), o Irã lançou um ataque de mísseis à Tel Aviv, capital de Israel. Um edifício foi danificado, porém não se sabe se foi por impacto direto ou causado por destroços de mísseis interceptados pelo Domo de Ferro, sistema de defesa aérea do país.
Liberação do Estreito de Ormuz
No sábado (21), Trump deu um ultimato ao governo iraniano, também publicado na Truth Social. Ele afirmou que, caso não liberassem o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas, os EUA atacariam diversas usinas elétricas do país, “começando pela maior”. Esse ultimato durou até segunda-feira (23) às 23:44 GMT (Greenwich Mean Time, ou Tempo Médio de Greenwich), que corresponde às 20:44 no horário de Brasília e 03:44 da madrugada de terça-feira na capital Teerã.
Cabe mencionar que ataques à infraestrutura civil de um país é proibido pelo Direito Internacional Humanitário e pode ser punido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), contudo os Estados Unidos, Israel e o Irã não são signatários desta corte.
Neste domingo (22), o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (em inglês, Islamic Revolutionary Guard Corps, o IRGC) relatou que desde o início dessa guerra, os EUA e Israel já atacaram cinco instalações de infraestrutura hídrica. A Guarda funciona apenas sob o comando do aiatolá Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, que morreu no ataque dia 28 de fevereiro.
Foto de capa: Isac Nóbrega/Agência Brasil
Reportagem de Natália Zichtl, com edição de texto de Nathália Messias
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