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“A Guerra dos Roses” mostra que existe linha tênue entre amor e ódio

Uma comédia amarga sobre amor, ego e destruição

A Guerra dos Roses, clássico da comédia dos anos 80 que inspirou o filme estrelado por Kethleen Turner e Michael Douglas e agora ganhou um remake com Olivia Colman e Benedict Cumberbatch, está de volta pela Editora Intrínseca. O livro mostra que tudo o que o amor constrói, o divórcio pode destruir com a mesma intensidade.

A trama de Warren Adler narra a história de Bárbara e Jonathan Rose, um casal que está se divorciando após 18 anos juntos. De um lado, Bárbara, que largou os estudos para se casar e agora sonha em se tornar uma grande organizadora de buffets; do outro, Jonathan, um advogado renomado.

Um casamento perfeito, pais de duas crianças, eles são o retrato perfeito do sonho americano, até que após, um suposto ataque cardíaco de Jonathan, tudo muda. Bárbara passa a refletir sobre sua vida e percebe que não pode continuar ao lado de Jonathan, tomando a decisão de se divorciar do marido e dá início a uma verdadeira guerra dentro da casa dos Roses.

No livro, Warren aborda o caos em volta de processos de divórcio.

Com humor ácido e cheio de sátiras, Adler transforma o colapso de um casamento em uma comédia sombria sobre amor, poder e ressentimento. O livro consegue arrancar risadas, mas também provoca desconforto ao expor a linha tênue entre paixão e ódio. À medida que a disputa pela mansão do casal se intensifica, o lar se transforma em um verdadeiro campo de batalha, um retrato exagerado, porém realista, do ego ferido durante processos de separação.

“A Guerra dos Roses” mostra, de forma dramática e escrachada, que nem sempre o fim de um relacionamento é sobre o amor que acabou. O livro é uma leitura tão divertida quanto amarga e que nos faz pensar até onde estamos dispostos a ir para vencer uma briga, e o final mostra que nem sempre alguém sai vencedor.

Foto de capa: Reprodução/ Intrínseca

Reportagem de Luisa Lucas, com edição de texto de Gabriel Goulart

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