Com um público total de mais de 740 mil pessoas entre os dias 13 e 22 de junho, a Bienal do Rio 2025 foi um grande sucesso. Dessa vez, o evento foi especialmente significativo, pois a cidade do Rio de Janeiro conquistou, este ano, o título de capital mundial do livro, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), concedido pela primeira vez a uma cidade de língua portuguesa.
Em comemoração, o evento se superou e criou uma edição tão especial quanto. Dessa vez, a Bienal veio com a proposta de Book Park, um conceito que mistura a leitura a uma espécie de parque de diversões. Ativações imersivas foram espalhadas pelo Riocentro, espaço onde ocorreu o evento, convidando o público a entrar no mundo dos livros de uma forma diferente e totalmente imersiva. Veja abaixo a lista com as ativações: “Roda-Gigante Leitura nas Alturas (Light)”, “Escape Bienal Rio (Estácio)” e “Labirinto das Histórias (Paper Excellence)”.
Nos dias do evento, os três pontos não ficaram vazios nem por um minuto. A roda gigante, por exemplo, fez grande sucesso com o público, e para entender melhor o que o eles acharam, a Agência UVA questionou as pessoas que aproveitaram as ativações.
Rodrigo, de 43 anos, é professor de natação e esteve nas últimas duas edições da Bienal e, dessa vez, quis aproveitar outras atrações.
“Eu agendei um horário na roda-gigante e assim que cheguei já fui direto. Achei que ficou muito legal, de verdade, queria até que ela fosse maior para poder ficar mais tempo, achei meio pequena, mas se tivesse duas eu iria duas vezes, com certeza.” conta o professor de natação.
A roda-gigante foi a única ativação paga e estava no valor de R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira). Ao lembrar disso, ele completou quão boa foi a experiência.
“O preço compensou e eu gostei do espaço. A vista ficou bem bonita”, celebra Rodrigo.
A estudante Manoella, de 21 anos, também foi na roda-gigante. Para ela, esta foi uma ótima experiência
“Gostei muito da cabine que fiquei. Também achei muito legal terem colocado algo tão diferente porque assim a gente não se cansa nunca. Podemos ir aos estandes comprar livros e também podemos ir na roda-gigante”, comenta a estudante.
O Escape Room também foi muito requisitado, às 12 horas a maioria dos horários, se não todos, já estavam esgotados. Já no labirinto de histórias, os leitores foram transportados para os cenários de “Corte de Espinhos e Rosas”, “Wicked”, “Alice no País das Maravilhas”, “Uma Janela Sombria”, “Hades & Perséfone” e da saga “Convenant”.
O labirinto também foi um sucesso. Ele foi o único em que a estudante Milena, de 19 anos, e fã das obras, fez questão de ir.
“Eu não peguei fila nenhuma para entrar e achei lindo para tirar foto. Foi bem divertido, muito legal e bonito, a gente realmente se perdia lá dentro”, relata a jovem.
Além do Book Park, a Bienal também preparou outros cantinhos especiais pensando em integrar grupos de todas as idades e gostos, como a Biblioteca Fantástica, para as crianças, a praça Além da Página e o Café Literário.
Elisiane, de 36 anos, é fisioterapeuta e mãe do Lucas, de seis anos, que estava se divertindo na área da Biblioteca Fantástica. Segundo ela, é importante pensar o quanto o meio digital alterou as formas de comportamento da sociedade no cotidiano, como por exemplo até nas atividades de leitura.
“Achei esse espaço muito interessante, remetendo ao livro dessa forma para as crianças. Hoje em dia, com a internet, fazemos tudo no digital, e eles acabam indo na mesma. Usamos muito o celular para tudo, até para ler, mas o livro físico tem o seu valor”, reflete a fisioterapeuta.
A professora de inglês, Regina, de 41 anos, é mãe de duas crianças, ela já tem o hábito de ir à todas as edições da Bienal há muito tempo e mostra entusiasmo sobre as novidades deste ano.
“Encontrei mais espaços infantis, muitos livros e estandes para crianças e tudo lúdico, para encantar os pequenos. Eu gostaria, sim, que isso voltasse nas próximas edições”, conta a professora de inglês.
A Bienal do Livro Rio 2025 chegou ao fim no último domingo (22) deixando um rastro de inspiração, encontros marcantes e valorização da leitura como ponte entre realidades e imaginações. Durante os dias de evento, milhares de visitantes circularam pelos pavilhões, participaram de debates, conheceram autores e reafirmaram o papel da literatura como força viva na formação cultural do país.
Foto de capa: Divulgação/Bienal do Livro
Reportagem de Maria Vianna, com edição de texto de Gustavo Pinheiro
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