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“O Brutalista” brilha nas atuações e na estética, mas tropeça no excesso de duração

O novo filme de Brady Corbet se destaca na temporada de premiações

“O Brutalista”, novo filme do diretor Brady Corbet, chega aos cinemas nesta quinta-feira (20). O longa vem se destacando na temporada de premiações, conquistando o Globo de Ouro de Melhor Filme de Drama e acumulando 10 indicações ao Oscar, incluindo a categoria principal de Melhor Filme.

A trama acompanha a história de László Toth (Adrien Brody), um arquiteto visionário que foge para os Estados Unidos para reconstruir sua vida após a Segunda Guerra Mundial. Sozinho em um novo país, ele se estabelece na Pensilvânia, onde um poderoso industrial reconhece seu talento.

Adrien Brody entrega uma atuação impecável como László, fazendo jús à sua indicação ao Oscar e se consolidando como um dos favoritos à estatueta de Melhor Ator. Felicity Jones, no papel de Erzsébet Tóth, esposa do protagonista, também dá um show de atuação. O elenco de apoio não fica atrás, com destaque para Guy Pearce que interpreta Harrison Lee Van Buren, que se torna o cliente mais importante de László.

(Foto: Divulgação/Universal Pictures)

Toda a ambientação do longa também é muito bem feita. A fotografia detalhista e os figurinos ajudam a transportar o espectador para a época. Assim como a direção de Brady Corbet, tornando o filme um espetáculo visual para o público.

No entanto, a duração do filme de 3 horas e 36 minutos pode ser um desafio. Por mais interessante que o roteiro seja, fica difícil prender a atenção do público com diversas cenas demasiadamente longas, que, em alguns momentos, acabam gerando tédio. Ainda assim, “O Brutalista” se firma como um dos grandes concorrentes ao Oscar para levar a tão sonhada estatueta de Melhor Filme para casa.

Confira o trailer do filme

Título: O Brutalista

Gênero: Drama

Direção: Brady Corbet

Foto de capa: Divulgação/ Universal Pictures

Reportagem de Pedro Turteltaub, com edição de texto de Mariana Motta

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