Esporte Internacional

Saiba tudo sobre a final da NBA entre Boston Celtics e Dallas Mavericks

A Agência UVA convidou três torcedores para contar suas histórias com as equipes

Com o início de Junho tradicionalmente começam as finais da NBA. É o momento mais aguardado da temporada com apenas duas equipes restantes em busca do troféu mais cobiçado do basquete mundial. A partir da noite desta quinta-feira (6), às 21 horas e 30 minutos, a bola sobe para Boston Celtics e Dallas Mavericks duelarem em uma série melhor de sete jogos. A partir disso, a Agência UVA preparou um resumo sobre a campanha dos times até aqui e trouxe a expectativa dos torcedores para a grande final.

As datas e horários de todos os sete jogos possíveis conforme o horário de Brasília serão ao longo de junho.

A trajetória do Boston Celtics até a final

Podendo se isolar como o maior campeão da história da liga, o Boston chega para essa final com a melhor campanha da temporada regular e dos playoffs. Após bater na trave em 2022, a equipe Celta liderada por Jayson Tatum e Jaylen Brown volta às finais em busca do tão sonhado décimo oitavo título. O Boston eliminou o Miami Heat na primeira rodada pelo placar de 4 a 1 na série, depois bateu o Cleveland Cavaliers pelo mesmo número e em sua quarta final de conferência dos últimos cinco anos, apenas em 2021 não jogou, a equipe derrotou o Indiana Pacers por 4 a 0 na série.

O Boston conta com o retorno de Kristaps Porzingis para a final. O pivô titular da equipe não entra em quadra desde o jogo 4 da primeira rodada contra o Miami Heat. Porzingis perdeu as semifinais e finais de conferência com uma lesão na panturrilha, mas o técnico Joe Mazulla confirmou que o jogador está apto a retornar às quadras. Em busca de conter Luka Doncic, o Boston Celtics contará com jogadores que entraram nos times ideais de defesa da temporada que são Jrue Holiday e Derrick White, além da experiência de mais de 16 temporadas na liga do pivô, Al Horford.

A equipe de Boston segue com a rotina de treinos para a grande final da NBA.

A campanha do Dallas Mavericks até a decisão

No início da temporada e até mesmo no começo dos playoffs, o Dallas Mavericks definitivamente não era considerado um dos favoritos ao título da liga ou até mesmo da própria conferência oeste. No entanto, a equipe se movimentou no mercado no último dia da janela de trocas. O pivô Daniel Gafford e o ala-pivô PJ Washington chegaram a preços relativamente acessíveis. O resultado foi uma mudança drástica na defesa do time, porque PJ e, principalmente, Gafford suprimem as deficiências defensivas de Luka Doncic e Kyrie Irving. Já no ataque, Dallas é o melhor time do “clutch time”, que são os últimos cinco minutos de um jogo disputado até o fim. A qualidade ofensiva de Luka e Kyrie superaram qualquer estratégia defensiva tentada contra eles até o momento.

Dallas superou por 4 a 2 a série contra a equipe do Los Angeles Clippers, depois bateu a equipe com a melhor campanha da temporada regular, o Oklahoma City Thunder, também em seis confrontos. Com isso, a franquia avançou para sua segunda final de conferência dos últimos 3 anos, a outra havia sido em 2022. Na final, a equipe superou com show ofensivo da dupla Luka e Kyrie a melhor defesa da temporada regular, o Minnesota Timberwolves, por quatro vitórias e uma derrota. Vale lembrar que em todas as séries, Dallas não teve mando de quadra, ou seja, começou todas as séries jogando fora de casa. Na final o cenário será o mesmo.

Luka Doncic e o Mavericks treinam em Boston antes do jogo 1.

Torcedores falam sobre a final da NBA

A Agência UVA reuniu três torcedores para contarem suas experiências com as equipes, sua paixão pelo time e suas expectativas para a grande final. Começando por Guilherme Rente, de 23 anos, psicólogo e torcedor do Dallas Mavericks. O jovem começa contando seu primeiro contato com a NBA e sua ligação com a equipe de Dallas.

“Minha paixão com a NBA começou com o Chicago Bulls. Era muito fã do Derrick Rose à época, porque em 2011 vi ele ser o MVP da temporada. Acabou que aquele foi o ano da histórica corrida ao título do Dallas Mavericks. Ali simpatizei muito com a equipe e com a lenda Dirk Nowitzki” comenta Guilherme.

Anos depois foi a vez de Luka Doncic reacender a chama entre Guilherme e o Dallas Mavericks, mais precisamente no draft de 2018, onde Luka foi parar em Dallas.

“Conheci o Luka na noite do draft de 2018, mais tarde fui procurar sobre o novo talento que havia chegado em Dallas. Criei enorme expectativa com o que vi dele no Real Madrid, mesmo tão jovem, você já conseguia ver o talento geracional que ele é. Minhas expectativas sobre ele e o futuro do Dallas se concretizaram, Luka é o cara certo para liderar o Dallas Mavericks ao bicampeonato”, afirma o torcedor dos Mavericks.

Guilherme, de 23 anos, é torcedor do Dallas e fã de Luka Doncic.
(Foto: Arquivo pessoal)

Para a final, o psicólogo trabalha com os pés no chão sabendo a dificuldade do adversário que irão enfrentar, mas ressalta sua confiança em Luka, Kyrie e na equipe pela qual torce.

“Como torcedor estou animado, ansioso, confiante, buscando o sonhado 4 a 0 (brincadeira). Sei da dificuldade do oponente, não à toa foram a melhor campanha geral da NBA na temporada regular, espero uma série equilibrada e decidida em detalhes. Boston entra pressionado pela derrota nas finais de 2022 e em busca da redenção, precisamos aproveitar isso ao nosso favor, meu palpite é vitória do Dallas por 4 a 2”, prevê Guilherme.

No lado verde da final, Caio Faraco e Davi Nicolini contam suas histórias e sua ligação com o maior campeão da NBA. Começando por Caio Faraco, de 21 anos, estudante de Jornalismo e torcedor celta desde 2020. O jovem torcedor começa falando sobre sua ligação primeiramente com o basquete, até chegar ao Celtics.

“Sempre gostei de basquete. Acompanho há anos o meu clube do coração, o Flamengo. Na NBA eu comecei ainda criança a acompanhar, gostava bastante do Lebron James nas suas passagens por Miami Heat em 2012/2013 e depois no Cleveland Cavaliers no histórico título de 2016, à época junto com Kyrie Irving, nosso adversário da final” conta Caio.

Caio ressalta que a paixão pelo Celtics veio através de um amigo muito próximo e do talento da superestrela celta, Jayson Tatum.

“Uma amizade de 14 anos me influenciou bastante a apoiar o Boston Celtics, porque ele é torcedor do Boston há anos. Nas quadras fiquei impressionado pelo basquete de Jayson Tatum, à época a NBA estava sendo disputada na Disney por conta da pandemia. Tatum liderou o Boston a final de conferência daquele ano e desde então sigo a equipe”, explica o estudante de Jornalismo.

Caio Faraco, de 21 anos, é torcedor do Celtics e fã de Jayson Tatum.
(Foto: Arquivo pessoal)

Suas expectativas para a final são as melhores possíveis. Caio sabe da dificuldade de enfrentar uma equipe comandada ofensivamente por Luka Doncic, que inclusive para ele será um futuro top 5 da história do basquete, mas ressalta sua confiança no Boston Celtics.

“Eu vejo uma final muito complicada. Apesar de um coletivo melhor pelo lado celta, o Dallas tem na minha opinião o melhor jogador do mundo no momento, Luka Doncic, além do brilhantismo de Kyrie Irving e toda sua mágica com a bola na mão. Minhas expectativas estão na melhora defensiva da equipe, fruto das contratações de Jrue Holiday e Kristaps Porzingis. Meu palpite é Boston vencendo por 4 a 2”, afirma Caio.

Já para Davi Nicolini, de 22 anos e estudante de Jornalismo também, a final é uma revanche contra Kyrie Irving. O astro jogou duas temporadas pela equipe celta, mas saiu pela porta dos fundos e desde então trava uma rivalidade com o Celtics e sua torcida.

“Kyrie tinha tudo para ser ídolo em Boston porque teve um time de muita qualidade em mãos e pronto para ele alcançar o seu tão sonhado protagonismo individual. Foram duas temporadas de insucessos dentro de quadra, mas o problema veio em 2019, onde Kyrie jurou que iria renovar o contrato com Boston e alguns meses depois ele assinou com o Brooklyn Nets, traindo a torcida celta”, explica Davi.

Além da polêmica saída do clube, a relação com o atleta cada vez mais se abala com o acontecimento de outros episódios ao longo do tempo conforme conta o torcedor celta de 22 anos.

“Desde então a rivalidade entre Kyrie e Boston se intensificou, com batalhas nos playoffs de 2021 e 2022, e um episódio onde Kyrie propositalmente pisa no escudo da equipe celta, afetando ainda mais a relação”, acrescenta o estudante de Jornalismo.

Davi ainda guarda a camisa do antigo astro e agora rival, Kyrie Irving.
(Foto: Arquivo pessoal)

A expectativa para Davi é a melhor possível, pois o torcedor acredita que a equipe irá corrigir os erros cometidos em 2022 e finalmente se sagrar campeã da NBA novamente.

“A expectativa é de título. Acredito que o Celtics tenha aprendido com os erros de temporadas recentes onde bateu na trave. O time está mais coeso e focado no objetivo. Meu palpite é Boston ganhando por 4 a 1. Temos mais experiência nesses momentos”, palpita o torcedor da equipe de Boston.

Davi, de 22 anos, é torcedor do Celtics e quer a busca pela vingança contra Kyrie Irving.
(Foto: Arquivo pessoal)

Na temporada regular, o Boston Celtics derrotou a equipe do Dallas Mavericks nos dois confrontos, porém nada disso se traduz para uma final de NBA, pois são partidas completamente diferentes. Independentemente do resultado, serão confrontos do mais alto nível técnico, que levam jogadores e comissões técnicas aos limites humanos. A glória eterna de ser campeão da NBA vale todo o suor e esforço colocado até aqui. Mas e agora? Quem será o campeão?

No Brasil, as finais da NBA serão transmitidas pela Band na TV aberta, pela ESPN na TV por assinatura e pela plataforma de streaming Amazon Prime. Todas as exibições das partidas terão narrações e comentários em português.

Foto de capa: Reprodução/NBA.com

Reportagem de João Gabriel Lopes, com edição de texto de Gustavo Pinheiro

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