Política

Câmara dos Deputados cria CPI para investigação da tragédia em Brumadinho

Comissão tem objetivo de buscar as razões do rompimento da barragem e evitar a ocorrência de novas tragédias

Comissão tem objetivo de buscar as razões do rompimento da barragem e evitar a ocorrência de novas tragédias

O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assinou o ato nesta quinta-feira (14). A comissão será formada por 43 integrantes titulares e 43 suplentes. O prazo para os líderes dos partidos indicarem os seus respectivos representantes já se iniciou. Segundo o G1, o grupo terá 120 dias para realizar as investigações. A instalação da CPI será o próximo passo, mas a data ainda não foi marcada.

A tragédia que aconteceu há quase dois meses na barragem da Vale, na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, matou centenas de pessoas. As buscas para identificação dos corpos estão sendo feitas até hoje. O número de mortos chegou a 203 e ainda há 105 desaparecidos.

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Início de sessão na Câmara dos Deputados Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

A Universidade Veiga de Almeida promoveu um evento nesta sexta-feira (15), que abordou um tema ligado diretamente ao que ocorreu em Brumadinho: Gestão de Desastres e o Trabalho do Assistente Social. O debate sobre a atuação do profissional neste contexto foi um dos assuntos em pauta na mesa-redonda. Uma das palestrantes era a doutora Adriana Dutra, que é assistente social, professora da Universidade Federal Fluminense, na unidade Campos dos Goytacazes e integrante do Núcleo de Pesquisas e Estudos Socioambientais da UFF.

Para Adriana, é importante existir essa iniciativa de debater dentro do ambiente universitário essas questões. “É um tema que a gente precisa discutir pois o assistente social tem sido convocado frequentemente para atuar nos desastres”, afirma. Ela ainda acrescenta que a universidade é um espaço muito importante para se ter um entendimento sobre política nacional de defesa civil, a questão ambiental e as atribuições dos profissionais dentro de um contexto de desastre.

O tenente-coronel Alexander Anthony, do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, também estava presente. Ele ressalta o quanto é fundamental serem levantados esses diálogos nas universidades. “No ambiente universitário você vai fomentar uma mentalidade crítica e, assim, construir profissionais no futuro que vão ter uma visão da cultura de gestão de riscos e desastres”, destaca. Além disso, ele comenta que o aumento da segurança global da população se propicia por meio da sala de aula com os alunos, principalmente, porque eles serão a massa crítica em desenvolvimento.

Militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais em uma sessão solene em homenagem às vítimas, na Câmara dos Deputados Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Ana Carolina Aguiar – 6° Período

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