Cultura

Do rap ao rock’n’roll, Festival MIMO reuniu filmes onde a música é a protagonista

Mino Festival no Cine Odeon. Foto: Bianca Barbosa / AgênciaUVA
Mino Festival no Cine Odeon. Foto: Bianca Barbosa / AgênciaUVA
Festival MIMO no Cine Odeon. Foto: Bianca Barbosa / AgênciaUVA

Luz, câmera e ritmo. Essas palavras resumem o que foi o Festival MIMO de Cinema 2017, evento que ocorreu entre 10 e 12 de novembro, no Rio de Janeiro, paralelamente à programação musical do MIMO Festival. Foram apresentados filmes de curta e longa-metragem inéditos que têm como fio condutor a música. Esta foi a 14ª edição do festival, que acontece desde 2004.

Entre as produções cinematográficas, o filme “O Som do Tempo” foi exibido no Cine Odeon, na Cinelândia. Dirigido por Arthur Moura, mostra a trajetória do rap carioca, desde a década de 90 até os dias atuais, por meio de imagens históricas e depoimentos de seus protagonistas. O longa tem a participação de artistas conhecidos do hip hop brasileiro, como Gabriel O Pensador e Marcelo D2.

Moura contou que “O Som do Tempo” é na verdade a continuação de “Poetas de Rua” e começou a ser produzido em 2009. Além do Rio de Janeiro, também foram filmadas cenas em outros estados. O cineasta falou sobre as mudanças desse estilo musical ao longo dos anos: “Houve um grande boom da cultura do rap, que se destacou por agregar outros elementos”. Moura disse ainda que boa parte dessas modificações se devem a reivindicações de “mercado”: “Ao passo que ganhou novas proporções, O rap se alinhou”.

Outro destaque do festival foi o longa “Sotaque Elétrico”, definido por Pablo Francischelli, um de seus diretores, como “o reencontro da guitarra com a música brasileira”. A produção independente aborda os “caminhos” e a originalidade do instrumento no país, para além do rock’n’roll, e conta com as participações musicais de Lúcio Maia (Nação Zumbi) e Armandinho. Segundo o também diretor e roteirista do filme Caio Jobim, o objetivo era tratar dos estilos musicais de um jeito diferente. “Temos a vontade de mostrar no cinema, de forma interessante e atrativa para o público, uma música que hoje, no Brasil, é independente”.


Bianca Barbosa – 5º período

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