O esporte sempre empolga a quem assiste às disputas que acontecem em quadras, campos, piscinas etc. Mas como é ver isso tudo do lado de dentro? Além dos atletas, um profissional que presencia de perto a vibração do esporte e está atento a cada movimento, cada ponto disputado, é o fotojornalista esportivo. É ele o principal responsável por traduzir a emoção em imagem. O fotógrafo esportivo precisa estar atento aos mínimos detalhes durante a partida e buscar o melhor clique para estampar a publicação para a qual trabalha.

Jornalista de formação, Satiro Sodré trabalha como fotógrafo há mais de 20 anos e já viajou pelo mundo registrando conquistas, derrotas, glórias e vitórias através das lentes da sua câmera fotográfica. O fotógrafo esteve presente em quatro edições dos Jogos Olímpicos (2004, 2008, 2012 e 2016) e presenciou momentos marcantes da história do esporte, como as vitórias do maior ícone da história da natação, o americano Michael Phelps. Ele lembra com carinho também da medalha de ouro do nadador Cesar Cielo nos Jogos de Pequim, em 2008.
Atualmente, Satiro se divide entre os campos de futebol e as piscinas da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos. Fotografa diariamente os treinamentos e as disputas de atletas da natação do Brasil, como Cielo, Bruno Fratus, Thiago Pereira e Joana Maranhão. Nos gramados, é o fotógrafo oficial do Botafogo de Futebol e Regatas, um dos principais e mais tradicionais clubes de futebol do Rio de Janeiro e do Brasil, há dez anos. Satiro acompanha o dia a dia dos atletas, a preparação para as partidas, bastidores no vestiário e os jogos. Cuida também para manter o clube mais próximo do torcedor. É ele quem publica as fotos nas redes sociais do Botafogo e mantém o torcedor e os fãs informados de tudo o que acontece no dia a dia do clube.

“Ser fotojornalista é mais do que uma profissão. É ter amor pelo que se faz. Para isso, você precisa estar atento a tudo. Um segundo e você pode perder a foto mais importante da sua vida ou ser o único a conseguir um clique de um momento histórico. Hoje em dia as coisas estão mais fáceis. Podemos fazer registros usando desde uma câmera profissional até um simples telefone celular. Essa instantaneidade facilita muito o nosso trabalho”.

Zahyr Barbosa Lima Neto – 8º período
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