Depois de anos de espera, finalmente a série de livros de Augusto Cury foi adaptada às telonas. Tratasse do filme “O vendedor de Sonhos”, homônimo a saga de obras impressas. A trama, que já é best-seller nas prateleiras por se tratar de contos de autoajuda, até tenta motivar o espectador, mas se perde em furos graves de roteiro e, por conta disso, nos erros de atuação.
Contextualizando, Júlio César (Dan Stulbach), é um psicólogo deprimido que devido a problemas familiares decide se suicidar. Todavia, na hora de consumar o ato, um morador de rua vai a seu encontro e, por meio de conversas, o convence a repensar o que está prestes a fazer. Esse homem misterioso é conhecido como Mestre (César Troncoso), que devido a uma capacidade incrível de se comunicar e conhecimentos profundos de filosofia, consegue fazer com que aqueles que o ouvem repensem nas próprias vidas.
Essa história simples tem uma subtrama ainda mais clichê. Uma perseguição estilo filme policial. Essa junção de falta de elementos já saturados não convence e faz com que a experiência de assistir o filme seja extremamente chata. O roteiro não passa fluidez. O intuito de criticar o modo de vida consumista e doentio até é louvável, mas as frases soltas presentes ali para justificar os discursos não soam naturais, mais parece uma peça de teatro de Shakespeare de uma escola infantil.
Essa falha de roteiro interfere, e muito, no desempenho dos atores. Stulbach – conhecido pela semelhança com o ator americano Tom Hanks, que recentemente protagonizou o longa Sully – faz uma das piores atuações da carreira, se não a pior. Troncoso também segue a mesma linha interpretando o Mestre. O único ponto realmente bom do filme é a fotografia feita por Jayme Monjardim. Com uma variedade de takes incrível, o diretor consegue explorar a imensidão e, ao mesmo tempo, a solidão da capital paulista. Mas, de resto, como já dito, o filme não agrada.
Iago Moreira- 6º Período

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