Cinema

Os novos caminhos do cinema nacional

160143-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxAmanhã, após ter passado pelos circuitos de festivais no ano passado, chega aos cinemas o longa “Um Homem Só”, uma “dramédia” com toques de ficção científica que explora os meandros das vontades humanas. A obra é estrelada por Vladimir Brichta e Mariana Ximenes, além de ser dirigida e roteirizada por Cláudia Jouvin, que também assinou o roteiro do elogiado “O Gorila”.

O filme conta a história de Arnaldo (Brichta), um homem frustrado que se vê sufocado em um casamento falido e em um trabalho que ele odeia, e que, certo dia, conhece a excêntrica jovem Josie (Ximenes), que trabalha com a tia em um cemitério de animais. Ao se apaixonar pela moça, ele decide procurar uma clínica que produz cópias de seres humanos, acreditando que isso será a solução para seus problemas, sem perceber que a sua insatisfação é consigo mesmo.

 “Um Homem Só”, conseguiu construir uma bem sucedida e premiada carreira no que diz respeito à trilha sonora, que teve o ápice na edição 2015 do Festival de Cinema de Gramado, onde ganhou três Kikitos: Melhor Fotografia, Melhor Ator Coadjuvante para Otávio Müller (que interpreta Mascarenhas, o melhor amigo de Arnaldo) e Melhor Atriz para Mariana Ximenes (que, com uma interpretação de uma jovem sensual de aura pueril é, sem dúvidas, é o grande destaque do filme).

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Aliás, os aspectos laureados no principal evento cinematográfico do Brasil não são os únicos pontos fortes do longa, que, além de deixar Ximenes quase irreconhecível como a ruivinha sui generis Josie, cumpre muito bem a tarefa de colocar Arnaldo e sua cópia frente a frente e interagindo em cena, ou seja, os efeitos visuais não deixam nada a desejar, em comparação aos blockbusters norte-americanos – e parte deste bom desempenho também deve-se ao comprometimento de Brichta com os personagens, deixando para trás a imagem simplista de galã.

O elenco de “Um Homem Só” ainda conta com nomes conhecidos do grande público, como Ingrid Guimarães, que interpreta Alínea, esposa de Arnaldo, e Eliana Giardini, responsável por dar forma à Tia Leila. Além de Letícia Isnard, Débora Lamm, Milhem Cortaz, Natália Lage e Paulinho Serra – todos muito comprometidos com o enredo do longa, o que aumenta a qualidade da produção, provando que o Brasil pode e sabe fazer um cinema de bom gosto que foge à bifurcação “Comédias Globais” e “Dramas Cult para Inglês Ver”. “Um Homem Só” vale o investimento, tanto pelo valor de entretenimento quanto pelo incentivo à produção cinematográfica brasileira.


Daniel deroza- 4º Período

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