Esporte

Alegria nas arquibancadas, irritação nos bastidores

Em um belo dia de sol, o público encheu a arena de equitação de Deodoro para assistir a final de Hipismo de Saltos por equipes. Muito festejada pelos espectadores, o time brasileiro lutou bravamente, mas devido a punições anteriores, foi prejudicado e terminou a competição em quinto lugar e teve de se contentar em ver os franceses ocuparem o lugar mais alto do pódio. Todavia, integrantes da seleção soltaram farpas sobre diversos assuntos após o término da prova.

Após ficar de fora da final da Equitação, a equipe brasileira entrou focada para conquistar um lugar no podia na categoria de Saltos, mas devido a uma eliminação precoce do atleta Stephan Barcha – que utilizou a espora no pescoço do cavalo e causou uma ferida no animal – o time já contava com uma grande desvantagem, uma vez que a nota do quarto cavaleiro é usada como descarte. Durante a competição, cada um dos três cavaleiros – Doda Miranda, Eduardo Menezes e Pedro Veniss – derrubou um obstáculo, somando, assim, penalidades para o grupo.

Torcida Alemã comemorando no fim da prorrogação
Torcida Alemã comemorando no fim da prorrogação. [foto: Iago Moreira/ Agência UVA].

Mesmo com esses erros, o Brasil conseguiu um honroso quinto lugar. A poderosa equipe francesa de equitação quase não somou penalidades e garantiu a medalha de ouro com antecedência. O time americano falhou em alguns aspectos – impossibilitando que o grupo ultrapassasse a França – mas de maneira geral foi bem e também abriu uma certa vantagem em relação aos demais, conquistando a prata.

A torcida canadense pulava de alegria por seu quarto competidor ter colocado a seleção na terceira posição. Todavia, o último cavaleiro da Alemanha fez uma volta perfeita e fez com que seu time empatasse em pontos com o Canadá. Com isso, uma nova disputa, em pista reduzida, foi organizada para decidir quem ficaria com a medalha de bronze. Fazendo com perfeição as três primeiras voltas, o grupo germânico garantiu o lugar ao pódio antes mesmo da outra metade dos atletas norte-americanos entrarem em campo.

Com mais uma passagem olímpica em branco, muitos especialistas se perguntavam se a falta de Rodrigo Pessoa, maior medalhista do Brasil no Hipismo, não afetava o desempenho da seleção. Dodo Miranda, capitão do time, disse que – como o cavalo dele não estava em condições ideais – foi até melhor ele ter ficado de fora. “Poderia até passar vergonha”, completa o atleta. Rodrigo, por sua vez, não escondeu a indignação por não ter sido chamado para integrar o time titular e deu um ultimado: “Não tem chance de eu ficar com esse treinador. Chegou com uma lenda e sai como uma lêndea (ovos do piolho). Se ele ficar, eu largo fora”.


Iago Moreira- 5º Período

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