Nesta terça-feira, dia 9 de agosto, aconteceram as finais de duas categorias de Hipismo – Salto em Equipes e Salto Individual – e a de Canoagem Slalom, categoria C1. O Brasil estava concorrendo em ambas as modalidades equestres, mas não conseguiu se classificar para a última etapa do esporte aquático, que contou com a presença de centenas de torcedores fantasiados.
A Canoagem Slalom categoria C1 é um esporte praticado com uma canoa e um remo que só possui pá em um dos lados e, diferentemente do Remo, o atleta fica de joelhos sobre o meio de transporte aquático e não sentado. França e Eslováquia não compartilham só de mesmas cores na bandeira nacional, mas ambas as nações também possuem extrema tradição na modalidade e, por isso, eram cotadas como as favoritas.
Dito e feito. Contando com um grande apoio da comissão técnica, que correu todo percurso gritando orientações para o esportista, e com uma bela torcida, que marcou presença com os mais diversos tipos de fantasia, o francês Gargaud Chanut conquistou a medalha de ouro com um desempenho impressionante. Até então, a descida mais rápida tinha sido a do eslovaco Benus Matej, mas o atleta Gaulês conseguiu superar o adversário. Mas isso não tirou a alegria dos, também muito caracterizados, torcedores da Eslováquia.
Outro ponto grande da tarde foi o desempenho de Haneda Takuya. O atleta japonês fez história ao conseguir conquistar o bronze. Isto porque essa foi a primeira medalha olímpica de Canoagem Slalom da história do Japão. Após a cerimônia de premiação, todos os atletas deram as costas para a imprensa e comemoraram em direção as suas respectivas torcidas, que se encontravam do outro lado da piscina.

No hipismo, a plateia, compostas majoritariamente por brasileiros, aguardava com ansiedade a apresentação dos representantes da nação. E o primeiro cavaleiro do Brasil a adentrar o campo foi Ruy Fonseca, o décimo competidor a se apresentar. Para a decepção do público, ele não conseguiu completar o percurso, pois caiu do cavalo em um dos obstáculos, sendo desclassificado. De qualquer forma, Fonseca deixou o campo sob os aplausos dos presentes.
Sendo um esporte de tradição em boa parte da Europa, os cavaleiros e amazonas oriundos do Velho Mundo foram os que mais se destacaram, como no caso da holandesa Merel Blom, que não cometeu nenhuma falta, além de terminar o percurso nos oitenta segundos estabelecidos. Outro fato notável era a presença de filhos de medalhistas olímpicos do Hipismo, como os irmãos italianos Luca e Pietro Roman, cujo pai, Federico, já levou a medalha de ouro na categoria.
O segundo brasileiro a se apresentar foi Márcio Appel, que é oriundo do Salto e migrou para a Equitação Completa há pouco tempo. O resultado dele, contudo, também não foi dos melhores; o atleta derrubou três barras e estourou o tempo determinado. Em seguida, veio Márcio Carvalho Jorge, que já levou duas medalhas pan-americanas no Hipismo. Na apresentação de hoje, o esportista cometeu duas faltas e excedeu o tempo, sendo penalizado por isso.
O último cavaleiro da equipe brasileira a entrar em campo foi Carlos Parro, vencedor de duas medalhas de prata nos Jogos Pan-Americanos. O atleta cometeu três faltas, mas completou a prova no dentro do tempo previsto, ficando, assim, com a oitava colocação individual.
Por fim, Holanda, Alemanha, França, Nova Zelândia e Austrália apresentaram seus últimos competidores. O australiano Christopher Burton estava sob uma pressão mais forte, uma vez que, se ele zerasse a prova – ou seja, não cometesse faltas -, levaria o ouro. Contudo, o atleta cometeu duas faltas nos dois últimos obstáculos, totalizando para a equipe 175.30 pontos. Sendo assim, como quem tem menos pontos vence, a França ficou com a medalha de ouro – 169 pontos – e a Alemanha, com 172.80 pontos, garantiu a prata. A equipe brasileira ficou em sétimo lugar, com 280.90 pontos.
Às duas da tarde, foi iniciada a etapa final da categoria individual e os brasileiros Márcio Carvalho Jorge e Carlos Parro estavam entre os competidores. Esta última prova contou com a apresentação de vinte e seis atletas – homens e mulheres. O número de faltas cometidas nesta final foi baixo, dez dos competidores cometeram apenas uma infração e sete deles não cometeram falta alguma: Tim Lips, da Holanda, o britânico William Fox-Pitt – único representante da equipe da Grã-Bretanha a se classificar individualmente – os alemães Sandra Auffarth e Michael Jung, o irlandês Jonty Evans, o neozelandês Mark Todd e o australiano Sam Griffiths conseguiram zerar o percurso.
Porém, no fim, foi Michael Jung – o último cavaleiro a se apresentar – quem levou o ouro. Jung comemorou dando voltas pela pista sob os aplausos fervorosos da plateia alemã, que compareceu em peso para acompanhar a prova. O francês Astier Nicolas garantiu o segundo lugar e o australiano Christopher Burton ficou com o bronze. A cerimônia de entrega das medalhas das duas finais foram realizadas em sequência e todos os ganhadores se mostravam bastante emocionados e saudavam os torcedores de seus países, em especial. Em ambas as premiações, os medalhistas deram voltas pelo campo em comemoração às vitórias, sempre sob as palmas e gritos da animada torcida.
Iago Moreira- 5º Período
Daniel Deroza– 3º período

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