Esporte

Americanas ignoram vaias e brilham no segundo dia de Jogos

A delegação dos Estados Unidos da América teve de enfrentar diversos desafios no segundo dia de competições dos Jogos Olímpicos de 2016. Tudo começou antes mesmo das primeiras partidas, na hora de passar pela segurança. Algumas atletas americanas foram para os estádios separadas do ônibus oficial. Até ai tudo normal, o problema é que – mais uma vez – a má organização afetou a revista individual, tanto para o grande público quando para os credenciados. E isso acabou atrasando as competidoras, que chegaram em cima da hora no local marcado.

Mesmo com diversas barracas destinadas a revista, pouquíssimas tinham seguranças presentes aptos a realizar o processo. Um fato isolado acabou contribuindo para a demora da fila dos credenciados. Depois ficar alguns minutos em pé esperando a sua vez, um fotógrafo – não identificado – jogou sua bolsa por cima da cerca para um colega de trabalho que estava esperando ele passar. Ao ver a situação, que é  estritamente proibida, um membro da segurança policial, que ainda não estava no horário de trabalho, imediatamente acionou agentes da Força Nacional. Os guardas prontamente recuperaram a mala jogada e levaram os envolvidos para averiguar o que tinha dentro.

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Brasileiros e Senegaleses dando apoio à seleção africana. [foto: Iago Moreira/ Agência UVA].

Como se já não fosse o suficiente, depois de toda essa confusão as atletas americanas de basquetebol ainda tiveram que escutar seguidas vaias de 90% da torcida presente na Arena da Juventude. Essa ação dos espectadores não foi feita pelo fato de não gostarem da seleção dos Estados Unidos e sim porque todos se apaixonaram pelas meninas do Senegal e decidiram apoia-las, mesmo com uma derrota iminente a vista. O resultado foi o esperado. Com uma vitória esmagadora, as pentacampeãs olímpicas venceram a seleção senegalesa por 121×56. Diana Taurasi, Breanna Stewart e Sylvia Fowles foram as cestinhas da partida, com 15 pontos cada.

No período da tarde, nuvens densas e nubladas começaram a tomar conta da paisagem de Deodoro e, junto com elas, um pequeno e solitário balão caia devagar atrás do campo de Fossa Olímpica, popularmente conhecido como tiro com espingarda – ou tiro ao prato –, começava ali as disputas finais da modalidade. E, confirmando a tendência, não foi uma competição fácil para a americana. Corey Cogdell foi muito pressionada durante as séries por centenas de torcedores da Oceania que estavam ali para apoiar as seleções de seu continente, Austrália e Nova Zelandia. Mas depois de muito esforço, a norte-americana conseguiu conquistar a medalha de bronze.

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Bandeiras sendo hasteadas no momento do hino, (na ordem, Nova Zelândia, Austrália e EUA). [foto: Iago Moreira/ Agência UVA].

O duelo final ficou justamente por conta de competidoras pertencentes às seleções da Oceania. A neozelandesa Natalie Rooney cometeu quatro erros graves nas duas últimas séries de cinco tiros cada e tomou uma virada da australiana Catherine Skinner, a preferida dos torcedores. Ao acertar o tiro da vitória, a campeã não conteve a emoção comemorando de alegria junto com a torcida. Sentimento que também foi exaltado por sua compatriota, que foi eliminada séries antes, que – literalmente – pulou nos colos na medalhista de ouro para dar os parabéns a ela. Essa paixão pelo esporte foi o a maneira mais bonita de se fechar a última final do segundo dia de competições de Deodoro.


Iago Moreira-5 º Período

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