Mais um clichê brasileiro

Nada mais previsível do que filmes nacionais buscando explorar o cenário político brasileiro e não foi diferente com a comédia romântica “Uma Loucura de Mulher” que estreia nesta quinta-feira (02). Ao apagar das luzes do cinema, o espectador é apresentado a história de uma ex-bailarina Lúcia, que por conta da carreira política do marido, Gero, acaba se distanciando dos sonhos. Porém, um episódio inusitado envolvendo o senador Waldomiro, coloca a personagem diante da chance de um novo começo.

105526.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxO longa, que foi gravado em 2015, conta com nomes de peso no elenco, como Mariana Ximenez (Lúcia), Miá Mello (Dulce), Bruno Garcia (Gero), Augusto Madeira (Cléber), Sérgio Guizé (Raposo), Guida Vianna (Vilma) e o falecido Luiz Carlos Miele, interpretando o Senador Waldomiro. Gero finge que a mulher está lutando contra um distúrbio nervoso e tenta interna-la. Logo em seguida, ela foge para o Rio de Janeiro, lugar para o qual havia prometido que jamais voltaria. Mas é lá, que ela decide reassumir o comando de sua própria vida. O filme menção à mulher “louca”, que de fato não é o que parece. A personagem Lúcia se mostra sensata ao abonar o marido e correr atrás dos seus objetivos.

Apesar de o diretor ter tido como influência o filme “Diário de Bridget Jones” parece que o tom de humor não favoreceu aqui no Brasil.  A escolha do elenco não deixou o filme nem chegar perto de tal semelhança. Talvez uma escolha mais seletiva– principalmente na atuação abaixo da média de Miá Mello –, seria essencial para o sucesso do filme. A pegada um pouco internacional perde a organicidade, em uma história que só funciona bem em roteiros ingleses ou americanos.

Além disso, mesmo com todo o trabalho para gravar cenas em Brasília e no Rio de Janeiro, parece que o diretor de arte Tiago Marques errou ao permitir que o plano de fundo de Copacabana vazasse em alguns takes, o que acaba deixando o tudo um pouco falso demais. A trilha sonora de “Essa Mina é Louca – Anitta” e “Pra todas Elas – Anitta e Mc Maneirinho” conseguem suavizar a falha na cenografia e dar um ar de carioca as cenas.

“Uma loucura de mulher” surge no meio de uma enxurrada de estreias do cinema nacional, o que favorece em questão de destaque no país, porém, não consegue concorrer com os lançamentos internacionais que estão vindo por aí.


Brigida Brito – 7º período

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