Cinema

Relacionamento Imigrante

456201.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxHá pouco tempo do Dia dos Namorados (nos Estados Unidos), “Brooklin”, o novo longa da Paris Filmes, estreia dia 11 de fevereiro. Concorrendo ao Oscar de melhor atriz pela performance de Saoirse Ronan, melhor filme e melhor roteiro adaptado, a obra se baseia no best-seller de Colm Tóibín, contando a história de Eilis Lacey (Saoirse Ronan), que conquista, por meio da irmã Rose (Fiona Glascott) e do Padre Flood (Jim Broadbent), um emprego na Terra das Oportunidades, para viver a tão sonhada american way of life.

A princípio tímida e com medo, a protagonista sente muita saudade de casa, mas sabe que a independência financeira irá valer a pena, com isso, ela procura ser firme nas decisões tomadas. Todo o vazio emocional pela falta da família é preenchido pelo amor de Tony Fiorello (Emory Cohen), um jovem italiano que conquista seu coração. Após uma trágica reviravolta, Eilis precisa voltar à Irlanda, lá, consegue uma vaga temporária, com chances de ser permanente, no trabalho dos sonhos e conhece Jim Farell (Domhnall Gleeson), um homem rico e disposto fazer com que a bela protagonista fique no país.

“Brooklin” certamente se encaixa nas características de um filme considerado “da sessão da tarde”: um romance trágico, salpicado de momentos cômicos e com uma protagonista a resolver um dilema. Mas o que o faz merecer três indicações ao Oscar? Primeiramente, a ambientação, os eventos narrados se passam na época de 1950, e percebemos que o cenário, o vestuário, o modo de falar e agir estão todos condizentes a década. Além disso, a atuação é boa, não se destaca o suficiente para ganhar o Oscar, mas é boa. O ritmo em que se é levada a narrativa é agradável, como uma história de amor antiga deve ser.

Fica claro que alguns personagens, como as companheiras de pensão da protagonista, tinham potencial para serem mais bem exploradas e que a interação entre elas foi resumida para poupar tempo, falha que, no livro, com certeza não existe. As meninas são engraçadas, sábias e experientes, passando seus ensinamentos para Eilis e ajudando-a na adaptação.

É claro que ela só deixa de sentir falta de casa quando conhece (e se apaixona) por Tony. O relacionamento dos dois se desenvolve de forma calma, como ocorria naturalmente naquela época, fazendo com que o público se envolva na relação. A heroína aprendeu muito em sua primeira viagem para os Estados Unidos, graças a uma desconhecida companheira de quarto, e cuida para que os ensinamentos sejam passados a frente para a nova geração de “garotas irlandesas imigrantes indo morar no “Brooklin”. Isso marca o desenvolvimento pessoal da personagem e mostra claramente o quanto mudou deste então.

No geral, “Brooklin” é uma ótima obra de drama romântico, com temas suaves, um plano de fundo histórico interessante e uma boa escolha para aqueles que há muito tempo não veem um filme satisfatório deste gênero. Apesar de tudo, a competição não está nem um pouco fácil para um longa que concorre na categoria ‘Melhor Filme’ ao lado de “Mad Max”, “Ponte dos Espiões”, “A Grande aposta”, “O Quarto de Jack”, “Perdido em Marte”, “Spotlight – Segredos Revelados” e “O Regresso”. Somente no dia 28 de fevereiro será revelado se a deliciosa história da jovem imigrante descobrindo os Estados Unidos através do amor ganhará dos poderosos e reconhecidos adversários.


Luana Feliciano – 3° Período

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