“Cante, chore, ria e viva”. A frase do famoso ator Charles Chaplin resume em poucas palavras a sensação de atuar. Sentimento que pode ser sentido por aluno de seis unidades diferentes do Colégio Miguel Couto na última quarta (11). Os jovens apresentaram uma peça de teatro chamada ‘’O Diário Imaginário’’, adaptada e dirigida pelo professor Joabe Araújo, no auditório do Campus Tijuca.

A peça é resultado da junção de três textos de Molière – ‘’Doente Imaginário’’, ‘’Médico a força’’ e ‘’O Avarento’’ – onde o personagem principal é um suposto hipocondríaco, louco por remédios. Na verdade, o protagonista não possui nenhuma doença e todos os sintomas são criados da própria cabeça. Fora os males não patológicas que todo ser humano tem, como inveja, avareza etc. O professor ainda resgata alguns sentimentos presentes nos textos originais de Molière nas passagens, como amor e ganância.
Assim como antigamente, as cortinas do teatro não se fecharam em hora alguma do espetáculo, logo, o publicou pode acompanhar a entrada nos atores no palco. Essa técnica foi usada com o intuito de mostrar para a plateia como era feito o teatro de rua, desde a concentração até a hora do espetáculo. Alguns alunos tem o sonho de se tornar artista e esse trabalho é um ótimo treinamento para o oficio.
Gabrielle Teixeira, de 16 anos, é uma das alunas que pretende se tornar artista. Há dois anos ela participa desse projeto e acredita que “esses incentivos a arte, a música e ao teatro são muito importantes para os alunos e deveriam fazer parte da grade curricular”.
Ao contrário de Gabrielle, que sempre teve o sonho de se tornar atriz, Gabriel Nunes, de 16 anos, participa do projeto há três e conta que no início entrou por obrigação. “Minha mãe falou que eu tinha que fazer alguma coisa na escola e, entre as opções que tinham, preferi o teatro”, conta o aluno, que completa falando que hoje ele faz porque se identifica e gosta do trabalho.
Lorena Zikan Fróes, 15 anos, faz parte do projeto, há dois ,por livre e espontânea vontade, ela diz que ama ser atriz por que adora poder ser outras pessoas. Além disso acha importante pois acredita que o teatro ajuda a encarar o público. A iniciante Gulie Vasconcellos, de 15 anos, está pela primeira vez no elenco, mas já fazia aulas de teatro antes, fora da escola. Ela acredita que o projeto do Miguel Couto agrega experiências e oportunidades.
A peça contou com diversos momentos de descontração e muitos improvisos. A plateia, formada pelos pais, parentes e amigos dos alunos, pode ver como era um teatro de rua. Com um cenário, apenas, não tinha mais que dois bancos e duas cadeiras, suficientes para o desenrolo teatral onde os atores não tinham medo de errar em cena, até mesmo falavam quando esqueciam. Isso tornou a apresentação única e de humor singelo.
Ao fechar as cortinas, o professor e diretor da peça Joabe Araújo, fora aclamado e solicitado ao palco em grande estilo pelos alunos, eufóricos e emocionados pelo encerramento.
João Vitor Barros- 4º Período
Bruna Mandarino- 8º Período
Nathália Campos- 4º Período
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